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Lei Orgânica de Anchieta-ES


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PREÂMBULO

Nós, representantes do povo Anchietense, inspirados nos princípios democráticos e na esperança de melhorar a qualidade de vida de nossa gente, merecedora de uma sociedade mais justa, participativa, respeitados os direitos sociais, individuais e coletivos, e de lhes dar um governo municipal democrático de respeito à justiça, à igualdade e ao bem estar de todos, promulgamos a 1ª LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE ANCHIETA


TITULO I
DA ORGANIZAÇÃO MUNICIPAL

CAPITULO I
DO MUNICÍPIO

SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS


Art. 1º - O Município de Anchieta constituído por seus distritos, integra o Estado do Espírito Santo e rege-se por esta Lei Orgânica.

Art. 2º - São Poderes do Município, independentes e harmónicos entre si, o Legislativo e o Executivo.

Parágrafo Único - São símbolos do Município a Bandeira e o Hino, representativos de sua cultura e história.

Art. 3º - Constituem bens do Município os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos.


SEÇÃO II
DA DIVISÃO ADMINISTRATIVA DO MUNICÍPIO


Art. 4º - O Município, para fins administrativos é dividido em distritos.

Art. 5º - A denominação do Município é a mesma de sua Sede.

Parágrafo Único - A Sede do Município tem categoria de cidade.


CAPÍTULO II
DA COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO

SEÇÃO I
DA COMPETÉNCIA PRIVATIVA


Art. 6º - Compete privativamente ao Município:

I - legislar sobre assunto de interesse local;

II - elaborar o plano plurianual, a lei de diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais;

III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas! sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;

IV - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, fixando-lhes preços e tarifas! os serviços públicos locais, em especial:

a) abastecimento de água;
b) esgoto;
c) iluminação pública;
d) construção e conservação de ruas, praças e estradas municipais;
e) transporte individual e coletivo de passageiros;
f) cemitério e serviço funerário;
g) proteção contra incêndio
h) fiscalização sanitária;
i) mercado, feira e matadouro;

V - autorizar a realização de espetáculo e divertimento público;

VI - elaborar o Plano Diretor;

VII - criar, organizar e suprimir distritos, observada a Legislação estadual;

VIII - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação Pré-Escolar ode ensino fundamental;

IX - dispor sobre administração, utilização e alienado dos bens públicos;

X - organizar o quadro e estabelecer o regime jurídico único dos seus servidores;

XI - estabelecer normas de edificação, de Ioteamento, de arruamento e de zoneamento urbano e rural! bem como as limitações urbanísticas convenientes á ordenação do seu território, observada a lei federal pertinente;

XII - conceder o renovar licença para localização e funcionamento de estabelecimentos industriais, comerciais, prestadores de serviços e outros;

XIII - cassar a licença de estabelecimento que se torne prejudicial à saúde, à higiene, ao sossego, á segurança ou aos bons costumes:

XIV - estabelecer servidões administrativas necessárias à realização de seus serviços, e os de seus concessionários;

XV - adquirir bens! inclusive mediante desapropriação;

XVI - regulamentar e fiscalizar a utilização dos logradouros públicos e, especialmente no perímetro urbano, determinar o itinerário e os pontos de parada dos transportes coletivos e os locais de estacionamento de táxis e demais veículos;

XVII - fixar e sinalizar as zonas de silêncio e de trânsito e tráfego em condições especiais;

XVIII - disciplinar os serviços de camas e fixar a tonelagem máxima permitida a veículos que circulem em vias públicas municipais;

XIX - tornar obrigatório a utilização da estação rodoviária;

XX - sinalizar as vias urbanas e estradas municipais;

XXI - promover a limpeza das vias e logradouros públicos, a remoção e destino do lixo domiciliar e de outros resíduos de qualquer natureza:

XXII - ordenar as atividades urbanas, fixando condições e horários para funcionamento de estabelecimentos industriais! comerciais e de serviços, observada a legislação pertinente;

XXIII - regulamentar, licenciar e fiscalizara afixação de cartazes e anúncios, bem como a utilização de quaisquer outros meios de publicidade e propaganda, nos locais sujeitos ao poder de policia municipal, observada a legislação federal e estadual aplicáveis;

XXIV - prestar assistências às emergências médico-hospitalares de pronto-socorro por seus próprios serviços ou mediante convênio com instituição especializada;

XXV - exercer o seu poder de polícia;

XXVI - fiscalizar, nos locais de comercialização, o peso, as medidas e as condições sanitárias dos géneros alimentícios;

XXVII - dispor sobre registro, vacinação e captura de animais com finalidade precípua de erradicar as moléstia de que possam ser portadores e transmissores;

XXVIII - estabelecer e impor penalidade por infração de suas leis e regulamentos;

XXIX - assegurar a gratuita expedição de certidões requeridas às repartições administrativas municipais para defesa de direitos e esclarecimentos de situações;

Parágrafo Único - As normas de Loteamento e arruamento a que se refere o inciso XI deste artigo deverão exigir reserva de locais destinados a:

a) áreas verdes e demais logradouros públicos;
b) vias de tráfego e passagem de canalização pública de esgoto e de águas pluviais.

Art. 7º - O Município poderá criar e organizar sua Guarda Municipal;

Parágrafo Único - A lei de criação da Guarda Municipal estabelecerá a organização e competência dessa força auxiliar na proteção dos bens, serviços e instalações municipais.


SEÇÃO II
DA COMPETENOA CONCORRENTE


Art. 8º - Ao Município compete, concorrentemente com a União e o Estado:

I - zelar pela guarda das Constituições Federal e Estadual, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público;

II - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população;

III - facilitar o acesso à educação, à cultura e à ciência;

IV - promover programas de construção de moradias, de melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;

V - promover o desporto e o lazer;

VI - apoiar a medicina preventiva, zelar pela higiene e segurança pública, sob todos os aspectos, inclusive quanto as campanhas nacionais e regionais:

VII - amparar, com providências de ordem econômica e social, a infância e a adolescência contra o abandono físico, moral e intelectual;

VIII - promover a adaptação social das pessoas portadoras de deficiência;

IX - prover os seguintes serviços, quanto á organização e funcionamento:

a) centrais de abastecimento alimentar:
b) saúde pública, através de ambulatórios, centros e postos de saúde, pronto-socorro, serviço dentário, radiológico e laboratorial, inclusive hospitais e maternidades:
c) educação.

X - proteger documentos, obras e outros bens de valor histórico, artístico ou cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;

XI - preservar as florestas, a fauna, a flora, as praias, os manguezais e os costões;

XII - registrar, acompanhar e fiscalizaras concessões de direito de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu território;

XIII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança no trânsito;

XIV - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;

XV - fomentar a produção agrícola e organizar o abastecimento alimentar;

XVI - elaborar e executar, juntamente com o Estado, os programas de gerenciamento dos recursos hídricos do seu território.


SEÇÃO III
DA COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR


Art. 9º - Ao Município compete suplementar a legislação federal e a estadual no que couber e naquilo que disser respeito ao seu peculiar interesse.


TITULO II
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES

CAPITULO I
DO PODER LEGISLATIVO

SEÇÃO I
DA CÂMARA MUNICIPAL


Art. 10 - O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal.

Parágrafo Único - Cada legislatura terá a duração de quatro anos compreendendo, cada ano, uma sessão legislativa.

Art. 11 - A Câmara Municipal é composta de vereadores eleitos pelo sistema proporcional, com o mandato de quatro anos.

Parágrafo Único - Compõe-se a Câmara de treze Vereadores, tendo como referencial e como proporção o número de até cem mil habitantes, acrescido um Vereador para cada novo grupo de cento e vinte e cinco mil habitantes, com a projeção do limite máximo estabelecido no art. 29, IV, da Constituição Federal.

Art. 12 - A Câmara Municipal, independente de convocação, reunir-se-á, anualmente em sua sede, nos períodos de 15 de fevereiro a 30 de junho e de 10 de agosto a 15 de dezembro.

Parágrafo Único - As reuniões referidas neste artigo, quando recaírem em sábados, domingos e feriados, não serão realizadas e todas as matérias que tiverem sido dado entrada durante a semana, passarão automaticamente pela ordem para a sessão subsequente.

Art. 13 - A Câmara Municipal reunir-se-á em sessão preparatória solene, a 10de janeiro, para, nos primeiro e terceiro anos da legislatura, eleger a Mesa, cujos membros terão mandato de dois anos, proibida a recondução para o mesmo cargo no biénio subsequente. Parágrafo Único - Os componentes da Mesa serão empossados automaticamente.

Art. 14 - Além de outros casos previstos nesta Lei, a Câmara Municipal reunir-se-á em sessão solene:

I - no dia 1º de janeiro subsequente A eleição municipal, para dar posse aos Vereadores, ao Prefeito e ao Vice-Prefeito, eleitos, tomando-lhes o respectivo e formal compromisso, de teor seguinte;

"Prometo cumprir a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica Municipal; observar, fielmente, as leis; desempenhar com lealdade o mandato que me foi confiado e trabalhar pelo progresso do Município e pelo bem-estar do seu povo."

II - no dia 15 de fevereiro subsequente á eleição, para inaugurar a legislatura, e nos três anos seguintes, para instalação da sessão legislativa ordinária.

Art. 15 - A convocação extraordinária da Câmara Municipal far-se-á:

I - pelo Prefeito, quando este a entender necessária;

II - pelo Presidente da Câmara ou a requerimento da maioria dos membros da casa, em caso de urgência ou interesse público relevante;

III - pela Comissão Representativa da Câmara

§ 1º - Na sessão legislativa extraordinária, a Câmara Municipal somente deliberará sobre matéria para a qual foi convocada;

§ 2º - A convocação deverá ser feita por escrito, com a indicação de sua finalidade e antecedência de vinte e quatro horas da reunião, exceto nos casos de emergência ou de calamidade pública.

Art. 16 - As deliberações da Câmara serão tomadas por maioria de votos, presente a maioria de seus membros, salvo disposição em contrário, prevista nas Constituições Federal e Estadual e neste Lei Orgânica.

§ 1º - Dependerão do voto da maioria absoluta dos membros desta Câmara, a aprovação e a alteração das seguintes matérias:

a) Código Tributário;
b) Código de Obras;
c) Estatuto dos Servidores Públicos Municipais:
d) Regimento Interno da Câmara;
e) Plano Diretor Urbano e Desenvolvimento Integrado;
f) Rejeição de veto;
g) Obtenção de Empréstimo Particular;
h) Denominação de próprios, vias e logradouros públicos
i) Criação de cargos, funções e empregos públicos, aumento de remuneração, vantagens, estabilidade e aposentadoria dos servidores;
j) Lei instituidora de Regime Jurídico Único;
l) Convocação de Secretários Municipais ou cargos equivalentes da Administração Municipal;
m) Fixação de subsidio do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores;
n) Zoneamento urbano e parcelamento do solo;
o) Plano Plurianual, Diretrizes Orçamentarias, Orçamento Anual e Créditos Adicionais;
p) Veto.

§ 2º - Dependerão de voto favorável de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara, o Projeto de Lei concernente à:

a) Concessão de Serviços Públicos
b) Concessão de Direito Real de Uso;
c) Alienação de Bens Imóveis;
d) Aquisição de Bens Imóveis por doação com encargos;
e) Rejeição do Projeto de Lei Orçamentária;
f) Rejeição de Parecer Prévio do Tribunal de Contas;
g) Aprovação de representação solicitando alteração de nome do Município;
h) Destituição dos Membros da Mesa Diretora;
i) Perda de mandato do Vereador, Prefeito e Vice-Prefeito;
j) Isenção e Anistia Fiscal;
l) Realização de Sessão Secreta;
m) Concessão de Título Honorário ou qualquer outra honraria ou homenagem;

Art. 17 - A sessão legislativa ordinária não será interrompida sem a deliberação sobre o Projeto de lei Orçamentária.

Art. 18 - As sessões da Câmara deverão ser realizadas em recinto destinado ao seu funcionamento, observando o disposto no art. 27, XII desta Lei Orgânica.

§ 1º - As sessões da Câmara poderão ser realizadas nas sedes dos distritos, até o máximo quatro sessões anuais. Desde que aprovados os deslocamentos por maioria de dois terços dos Vereadores e com programação antecedida de no mínimo de trinta (30) dias de cada sessão.

§ 2º - As sessões solenes poderão ser realizadas fora do recinto da Câmara.

Art. 19 - As sessões serão públicas, salvo deliberação de dois terços dos vereadores em razão de motivo relevante.

Art. 20 - As sessões somente poderão ser abertas com a presença de, no mínimo, um terço dos membros da Câmara.

Parágrafo Único - Será considerado presente á sessão, o Vereador que assinar o livro de presença até o início da Ordem do Dia e participar dos trabalhos do Plenário.

Art. 21 - O Regimento Interno da Câmara Municipal disporá sobre o uso da tribuna para manifestação popular.

Art. 22 - A Câmara Municipal, bem como qualquer das suas Comissões, poderá convocar o Secretário Municipal para prestar, pessoalmente, informações sobre assuntos previamente determinados, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificativa adequada.

§ 1º - O Prefeito e os Secretários Municipais, após entendimento com a Mesa, poderão comparecer á Câmara Municipal, para expor assuntos de relevância de suas atribuições,

§ 2º - À Mesa da Câmara Municipal poderá encaminhar, por escrito, pedido de informações ao Prefeito Municipal e aos Secretário Municipais, importando crime de responsabilidade a recusa ou o não atendimento no prazo de trinta dias, bem como a prestação de informações falsas.

§ 3º - Caso as informações sejam consideradas incompletas ou insuficientes, conceder-se-á prazo suplementar de dez dias para que os informantes, tratados no parágrafo anterior, as completem,

§ 4º - No ato da posse e no término do mandato, os vereadores farão declaração de seus bens, que ficará arquivada na Câmara, constando o seu resumo das respectivas atas das sessões, devidamente publicadas.

Art. 23 - A Mesa da Câmara compõe-se do Presidente, do 1º Vice-presidente, do 2º Vice-presidente, do 1º Secretário e do 2º Secretário, os quais se substituirão nessa ordem.

§ 1º - Na constituição da Mesa é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares que participam da casa.

§ 2º - Na ausência dos membros da Mesa, o Vereador mais idoso assumirá a Presidência.

Art. 24 - À Mesa, dentre outras atribuições, compete:

I - tomaras medidas necessárias A regularidade dos trabalhos legislativos;

II - organizar os serviços administrativos da Câmara com a criação, transformação ou extinção de seus cargos, empregos e funções e fixação da respectiva remuneração, observada a competência de que trata o art. 27, inciso V;

III - promulgar a Lei Orgânica e suas emendas;

IV - representar, junto ao Executivo, sobre necessidades de economia interna;

V - contratar, na forma da Lei, por tempo determinado, para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público;

VI - devolver aos cofres municipais o saldo de suas contas, ao final do exercício.

VII - enviar ao Tribunal de Contas, até o dia primeiro de março, as contas do exercício anterior;

VIII - nomear, promover. comissionar, conceder gratificações, licenças, por em disponibilidade, exonerar, demitir, aposentar e punir servidores da Secretaria da Câmara Municipal, nos termos da lei;

IX - elaborar sua proposta Orçamentária com o Poder Executivo, dentro dos limites estipulados na Lei de Diretrizes Orçamentárias;

X - devolver ao Prefeito, para promulgação, no prazo de quarenta e oito horas, a lei cujo veto tenha sido rejeitado;

XI - autorizar abertura de créditos suplementares ou especiais, através de anulação total ou parcial das dotações orçamentárias. consignados em favor da Câmara.

Art. 25 - Dentre outras atribuições, compete ao Presidente da Câmara:

I - representar a Câmara em juízo e fora dele;

II - dirigir, executar e disciplinar os trabalhos legislativos e administrativos da Câmara;

III - interpretar e fazer cumprir o Regimento Interno

IV - resolver questão de ordem:

V - promulgar as resoluções e decretos legislativos;

VI - promulgar a lei com sanção tácita e a não promulgada pelo Prefeito após a rejeição do veto

VII - fazer publicar os atos da Mesa, as resoluções, decretos legislativos e as leis que vier a promulgar;

VIII - autorizar as despesas da Câmara;

IX - representar, por decisão da Câmara, sobre a inconstitucionalidade de lei ou ato municipal;

X - solicitar por decisão da maioria absoluta da Câmara, a intervenção no Município, nos casos admitidos pelas Constituições Federal e Estadual; XI - manter a ordem no recinto da Câmara, podendo solicitar a força necessária para esse fim;

XII - encaminhar, para parecer prévio, a prestação de contas da Câmara Municipal ao Tribunal de Contas;

XIII - requisitar o número destinado Às despesas da Câmara e aplicar as disponibilidades financeiras no mercado de capitais;

XIV - apresentar ao Plenário, até o dia vinte de cada mês, o balancete relativo aos recursos recebidos e às despesas do mês anterior

XV - resolver os casos omissos:

Parágrafo Único - O Presidente da Câmara só terá direito a voto na eleição da Mesa, ou em matéria que exija para sua aprovação:

a) voto de 2/3 dos membros da Câmara
b) voto de desempate;
c) Escrutínio secreto.


SEÇÃO II
DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL


Art. 26 - Cabe à Câmara Municipal, com sanção do Prefeito, dispor sobre todas as matérias de competência do Município, especialmente sobre;

I - tributos, arrecadação e distribuição de rendas;

II - isenções e anistias fiscais e remissão de dividas;

III - plano plurianual, diretrizes orçamentarias, orçamento anual, operações de crédito e da divida pública;

IV - concessão de auxílios e subvenções;

V - concessão de serviços públicos;

VI - criação, transformação e extinção de cargos. empregos e funções públicas e fixação dos respectivos vencimentos

VII - atribuições dos Secretários e órgãos da administração pública;

VIII - o Plano Diretor;

IX - convênios com entidades públicas ou particulares e consórcios com outros Municípios;

X - aquisição alienação, cessão, permuta ou arrendamento de imóveis públicos;

Xl - delimitação de perímetro urbano;

XII - denominação de próprios, vias e logradouros públicos;

XIII - normas urbanísticas, particularmente as relativas a zoneamento e Loteamento;

Art. 26 - Compete, privativamente, á Câmara Municipal exercer as seguintes atribuições, dentre outras

I - dar posse aos Vereadores, ao Prefeito e ao Vice-Prefeito;

II - eleger a Mesa;

III - elaborar o Regimento Interno;

IV - organizar os serviços administrativos internos e prover os. Cargos respectivos:

V - criar e extinguir cargos e funções de seus serviços, bem como fixar seus vencimentos;

VI - conceder licença ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Vereadores;

VII - autorizar o Prefeito e o Vice-Prefeito a se ausentarem do Município, por mais de quinze dias

VIII - julgar as contas prestadas pelo Prefeito e pela Mesa da Câmara Municipal;

IX - proceder à tomada de contas do Prefeito, quando não prestadas dentro de sessenta dias, após a abertura da sessão legislativa;

X - decretar a perda do mandato do Prefeito, do Vice-prefeito e dos Vereadores, nos casos previstos em lei:

XI - autorizar operações externas de natureza financeira para posterior apreciação pelo Senado Federal, cumprindo a legislação federal própria;

XII - estabelecer e mudar temporariamente o local de suas reuniões;

XIII - convocar o Secretário Municipal para prestar esclarecimentos, aprazando dia e hora para o comparecimento;

XIV - fixar, respectivamente, através de Decreto Legislativo e Resolução, até antes das eleições municipais, portanto, em cada Legislatura, para vigorar na subsequente, a remuneração do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, que ficará sujeita aos impostos gerais. especialmente o de Renda e extraordinárias, tendo em vista a Legislação Federal e os recursos financeiros do Município, não podendo em hipótese alguma, a remuneração do Prefeito exceder ao teto máximo de 30 (trinta) vezes o menor salário pago ao servidor público municipal. excluídos os abonos concedidos e a dos Vereadores a 5% (cinco por cento) da receita municipal efetivamente realizada. Nestas remunerações, computadas as partes fixas e variáveis, exceto a representação do Presidente, que não excederá a 2/3 (dois terços) da percebida pelo Chefe do Poder Executivo. Em todo caso, a remuneração dos Vereadores resguardará os limites da Constituição Federal:

XV - acompanhar a execução do orçamento;

XVI - Zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa do Poder Executivo:

XVII - sustar os atos normativos do Poder Executivo Municipal que exorbitem o poder regulamentar;

XVIII - autorizar ou aprovar acordos, convênios ou contratos com entidades públicas e privadas de que resultem obrigações ao Município, ou encargos ao seu patrimônio, não estabelecidos em lei Orçamentária;

XIX - criar comissões de Inquérito e Especial, na forma prevista nesta Lei e no Regimento Interno, tendo em vista a legislação federal:

XX - conceder titulo de cidadão honorário ou qualquer honraria ou homenagem a pessoas que reconhecidamente, tenham prestado relevantes serviços ao Município;

XXI - processar e julgar o Prefeito e o Vice-Prefeito nas infrações político-administrativas

XXU - julgar os Vereadores e declarar a perda dos respectivos mandatos, nos casos previstos nesta Lei;

XXIII - autorizar consulta plebiscitária e referendo popular; XXIV - emendar esta Lei Orgânica;

XXV - conhecer do veto e sobre ele deliberar;

XXVI - fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;

XXVII - receber o pedido de renuncia do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, e tomar as providências legais;

XXVIII - deliberar sobre o adiantamento a suspensão de suas reuniões.


SEÇAO III
DOS VEREADORES


Art. 28 - No inicio de cada legislatura, no dia 1º de janeiro, às dez horas, em sessão solene de instalação, sob a presidência do Vereador mais votado dentre os presentes, os Vereadores prestarão compromisso e tomarão posse na conformidade do art. 14, inciso I.

Parágrafo Único - O Vereador que não tomar posse, na sessão prevista neste artigo, deverá fazê-lo no prazo de quinze dias, salvo motivo justo e aceito pela Câmara;

Art. 29 - O Vereador poderá licenciar-se:

I - por doença devidamente comprovada ou em licença gestante;

II - para desempenhar missões temporárias de caráter cultural ou de interesse do Município;

III - para tratar de interesse particular, por prazo determinado, nunca superior a cento e vinte dias por sessão legislativa.

Parágrafo Único - Para fins de remuneração, considerar-se-á como em exercício, o Vereador licenciado nos termos dos incisos I e II.

Art. 30 - Os vereadores gozam de inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato, na circunscrição do Município.

Art. 31 - O Vereador não poderá:

I - desde a expedição do diploma:

a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito publico, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;
b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que seja demissível ad nutum, nas entidades constantes da alínea anterior;

II - desde a posse:

a) ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;
b) ocupar cargo ou função de que seja demissível ad nutum, nas entidades a que se refere o inciso, I, a;
c) patrocinar causas em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, a;
d) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo;

Art. 32 - Perderá o mandato o Vereador:

I - que infringir qualquer das disposições estabelecidas no artigo anterior;

II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;

III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias, salvo licença ou missão autorizada pela Câmara Municipal;

IV - que perder ou tiver suspenso seus direitos políticos;

V - quando decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nas Constituições Federal e Estadual;

VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado;

VII - que utilizar do mandato para a prática de atos de corrupção ou de improbidade administrativa;

VIII - que fixar residência fora do Município;

§ 1º - incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no Regimento Interno, o abuso das prerrogativas asseguradas ao Vereador ou a percepção de vantagens indevidas.

§ 2º - Nos casos dos incisos I, II, VI e VII, a perda do mandato será decidida pela Câmara Municipal por voto secreto e maioria de dois terços. mediante provocação da Mesa ou de partido político representado na Casa, assegurada ampla defesa.

§ 3º Nos casos previstos nos lncisos III, V e VIII, a perda do mandato será declarada pela Mesa, de ofício ou mediante provocação de qualquer Vereador, ou de partido político com representação na Câmara Municipal.

Art. 33 - Não perderá o mandato o Vereador;

I - investido no carpo de Secretário Municipal, podendo neste caso, optar pela remuneração do mandato;

II - licenciado pela Câmara por motivo de doença, ou sem remuneração, para tratar de interesse particular, desde que, neste, caso, o afastamento não ultrapasse a cento e vinte dias por sessão legislativa;

§ 1º - O suplente será convocado imediatamente pelo Presidente da Câmara nos casos de vaga decorrente da investidura na função de Secretário Municipal ou de licença superior a cento e vinte dias, devendo tomar posse na prazo de quinze dias, contados da data da comunicação, salvo motivo justo e aceito pela Câmara;

§ 2º - Ocorrendo vaga e não havendo suplentes, far-se-á eleição para preenchê-la se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato.

Art. 34 - Os Vereadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações.


SEÇÃO IV
DAS COMISSÕES


Art. 35 - A Câmara Municipal terá Comissões Permanentes e Temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no Regimento Interno, ou no ato do qual resultar sua criação.

§ 1º - Na constituição de cada Comissão é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos políticos ou dos blocos parlamentares representados na Câmara.

§ 2º - Ás Comissões, em razão da matéria de sua competência cabe:

I - discutir e votar parecer sobre proposições;

II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;

II - convocar Secretário Municipal para prestar informações sobre assunto inerente às suas atribuições;

IV - receber petição, reclamação, representação ou queixas de qualquer pessoa contra ato ou omissão de autoridade pública, de dirigente de órgão ou entidade da administração indireta ou fundacional e de concessionário ou perrnissionário de serviço público;

V - acompanhar os atos de regulamentação do Poder Executivo, velando por sua completa adequação às normas constitucionais e legais;

VI - acompanhar a execução orçamentarias;

VII - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;

VIII - apreciar programa de obras, planos regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer;

§ 3º Às Comissões Parlamentares de Inquérito,, que terão poder de investigação própria das autoridades judiciais, além de outros previstos no Regimento Interno, serão criadas mediante requerimento de um terço de seus membros, para apuração de fato determinado com prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade, civil ou criminal, dos infratores.

Art. 36 - No exercício de suas atribuições, poderão as Comissões de Inquérito:

I - determinar as diligências que reputarem necessárias;

II - requerer a convocação do Secretário Municipal ou de dirigente de órgão da administração indireta do Município, se for o caso;

III - tomar o depoimento de quaisquer autoridades Municipais, quando necessário:

IV - inquirir testemunhas sob compromisso;

V - requisitarem das repartições públicas da administração direta ou indireta do Município, informações e documentos;

VI - deslocar-se para onde se fizer necessária sua presença, para esclarecimento do fato objeto da investigação.

§ 1º - É fixado em quinze dias, prorrogável por igual período, desde que solicitado e devidamente justificado, o prazo para que os dirigentes de quais quer órgãos da administração direta ou indireta do Município, inclusive os Secretários Municipais, atendam devidamente os pedidos de informações e de apresentação de documentos.

§ 2º - Constitui crime, definido na legislação federal, impedir ou dificultar, por ato ou omissão, o exercício das atribuições das Comissões Parlamentares de Inquérito ou de qualquer de seus membros.

Art. 37 - As Comissões Parlamentares de Inquérito apresentarão relatórios de seus trabalhos à respectiva Câmara, concluindo por Projeto de Resolução.

§ 1º - Se forem diversos os fatos objeto do inquérito, a Comissão dirá, em separado, sobre cada um, podendo fazê-lo antes mesmo de finda a investigação dos demais.

§ 2º - A incumbência da Comissão Parlamentar de Inquérito termina com a sessão legislativa em que tiver sido criada, salvo deliberação da Câmara, prorrogando-a dentro da legislatura em curso.

Art. 38 - O processo e a instrução dos inquéritos obedecerão ao que prescreve a legislação em vigor e às normas do processo penal, no que lhes for aplicável.

Art. 39 - Durante os períodos de recesso, haverá uma Comissão Representativa da Câmara Municipal, eleita na última sessão ordinária do período legislativo, com atribuições definidas no Regimento Interno, cuja composição reproduzirá, tanto quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária.


SEÇÃO V
DO PROCESSO LEGISLATIVO

SUBSEÇÃO I
DISPOSIÇOES GERAIS


Art. 40 - O processo legislativo compreende a elaboração de:

I - emendas à Lei Orgânica Municipal

II - leis complementares;

III - leis ordinárias

IV - resoluções; e

V - decretos legislativos.

Art. 41 - A Lei Orgânica Municipal poderá ser emendada mediante proposta:

I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal;

II - do Prefeito Municipal;

III - de iniciativa popular.

§ 1º - A proposta será discutida e votada em dois turnos, com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal.

§ 2º - A emenda á Lei Orgânica Municipal será promulgada pela Mesa da Câmara com o respectivo número de ordem.

§ 3º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

§ 4º - A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência de estado de sítio ou de intervenção no Município.


SUBSEÇÃO II
DAS LEIS


Art. 42 - A iniciativa das Leis cabe á Mesa, ao Vereador ou Comissão da Câmara, ao Prefeito e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta lei.

Parágrafo Único - A iniciativa popular será exercida pela apresentação à Câmara Municipal de projeto devidamente articulado e subscrito, no mínimo, de cinco por cento do número total de eleitores do Município.

Art. 43 - As leis complementares somente serão aprovadas se obtiverem maioria absoluta dos votos dos membros da Câmara Municipal, observando os demais termos de votação das leis ordinárias. Parágrafo Único - São leis complementares, dentre outras previstas nesta Lei Orgânica:

I - o Código Tributário Municipal;

II - o Código de Obras e Posturas

III - o Plano Diretor

IV - o Estatuto dos Funcionários Públicos.

Art. 44 - São de iniciativa exclusiva do Prefeito, as leis que disponham sobre:

I - criação, transformação ou extinção de cargos, funções ou empregos públicos da administração direta ou indireta ou aumento de sua remuneração;

II - servidores públicos, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria;

III - criação, estruturação e atribuições das Secretarias Municipais e órgãos da administração pública;

IV - matéria Orçamentária, e a que autoriza abertura de créditos ou conceda auxílios, prêmios e subvenções;

Parágrafo Único - Não será admitido aumento da desposa prevista nos projetos de iniciativa exclusiva do Prefeito Municipal, nem nos de competência exclusiva da Mesa da Câmara Municipal.

Art. 45 - Ó Prefeito Municipal poderá solicitar urgência para apreciação de projeto de sua iniciativa.

§ 1º - Solicitar a urgência, a Câmara deverá se manifestar em até quarenta e cinco dias sobre a proposição. contados da data em que foi feita a solicitação.

§ 2º - Esgotado o prazo previsto no Parágrafo anterior sem deliberação da Câmara, será a proposta incluída na Ordem do Dia, sobrestando-se as demais proposições, até que se ultime a votação

§ 3º - O prazo do § 1º não corre no período de recesso da Câmara, e não se aplica aos projetos de lei complementar.

Art. 46 - Aprovado o Projeto do Lei. será enviado ao Prefeito, que, aquiescendo, o sancionara.

§ 1º - O Prefeito, considerando o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á, total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebimento e comunicará, dentro de quarenta e oito noras, ao Presidente da Câmara, os motivos do veto.

§ 2º - O veto parcial somente abrangerá texto integral do artigo, de parágrafo, de inciso ou alínea.

§ 3º - Decorrido o prazo do Parágrafo Primeiro, o silêncio do Prefeito importará sanção.

§ 4º - O veto será apreciado pela Câmara Municipal, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, em uma só discussão e votação, só podendo ser rejeitado pela maioria absoluta dos Vereadores, em escrutínio secreto.

§ 5º - Rejeitado o veto, será o projeto enviado ao Prefeito para promulgação.

§ 6º - Esgotado, sem deliberação, o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na Ordem do Dia de sessão imediata, sobrestadas as demais proposições até sua votação final.

§ 7º - Se a lei não for promulgada dentro das quarenta e oito horas pelo a Prefeito, nos casos dos §§ 3º e 5º, o Presidente da Câmara o promulgará, e, se não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente fazê-lo.

Art. 47 - A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara.

Art. 48 - O projeto de lei que receber, quanto ao mérito, parecer contrário de todas as Comissões, será tido como rejeitado.


SUBSEÇÃO III
DOS DECRETOS LECLSLATIVOS E DAS RESOLUÇÔES


Art. 49 - O projeto de decreto legislativo é a proposição destinada a regular matéria de competência exclusiva da Câmara, que produz efeitos externos, não dependendo de sanção do Prefeito.

Art. 50 - O projeto de resolução é a proposição destinada a regular matéria político-administrativa de competência exclusiva da Câmara.


SEÇÃO VI
DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA, ORÇAMENTARIA, OPERACIONAL E PATRIMONIAL


Art. 51 - A fiscalização Contábil, financeira, Orçamentária, operacional e patrimonial do Município e das entidades da administração direta e indireta, quanto legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receita, será exercida pela Câmara Municipal, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.

Parágrafo Único - Prestará contas qualquer pessoal física ou entidade pública que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais o Município responda. ou que em nome deste assuma obrigações de natureza pecuniária.

Art. 52 - O controle externo, a cargo da Câmara Municipal, será exercido com auxílio do Tribunal de Contas ao qual compete;

I - apreciar as Contas prestadas anualmente pelo Prefeito e pela Mesa da Câmara, mediante parecer prévio, a ser elaborado em sessenta dias a contar do seu recebimento;

II - julgar as contas dos administradores, dos responsáveis por bens e valores públicos da administração direta e indireta, inclusive das fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público Municipal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo à Fazenda Municipal;

III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, nas fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cago de provimento em comissão, bem como das concessões de aposentadoria e pensão. ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório;

IV - realizar inspeções e auditorias de natureza contábil. financeira, Orçamentária, operacional e patrimonial, inclusive quando forem requeridas pela Câmara Municipal ou por iniciativa de comissão técnica ou de inquérito, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo e Executivo Municipal e demais entidades referidas no Inciso II;

V - fiscalizar a aplicação dos recursos repassados pela União ou Estado, mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres;

VI - prestar informações solicitadas pela Câmara Municipal ou por comissão, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e, sobre resultados de auditoria e inspeções realizadas;

VII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesas ou irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, dentre outras cominações, multa proporcional ao vulto do dano causado ao erário;

VIII - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada irregularidade;

IX - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara Municipal;

X - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.

§ 1º - O Prefeito Municipal e a Mesa da Câmara Municipal remeterão ao Tribunal de Contas, até trinta e um de março, as suas contas referentes ao exercício anterior.

§ 2º - As decisões do Tribunal de Contas que resultem imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo.

Art. 53 - A comissão permanente especifica da Câmara Municipal, diante de indicio de despesas náo-autorizadas, ainda que sob a forma de investimentos não-programados ou subsídios não-aprovados, poderá solicitar à autoridade responsável que, no prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessários.

§ 1º - Não prestados os esclarecimentos, ou considerados estes insuficientes, a comissão solicitará ao Tribunal de Contas pronunciamento conclusivo sobre a matéria, no prazo de trinta dias.

§ 2º Entendendo o Tribunal de Contas irregular a despesa, a comissão, se julgar que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública, proporá à Câmara a sua sustação.

Art. 54 - Os pareceres emitidos pelo Tribunal de Contas sobre as contas prestadas anualmente pelo Prefeito e pela Mesa da Câmara Municipal só deixarão de prevalecer por decisão de dois terços dos Vereadores.

Art. 55 - As contas do Município ficarão nas secretarias da Prefeitura e da Câmara Municipal, durante sessenta dias após remessa ao Tribunal de Contas, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação.

Parágrafo Único - Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidade ao Tribunal de Contas.


CAPITULO II
DO PODER EXECUTIVO

SEÇÃO
DO PREFEITO E DO VICE-PREFEITO


Art. 56 - O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito Municipal, auxiliado pelos Secretários Municipais.

Art. 57 - A eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito Municipal, realizar-se-á, juntamente com a eleição dos Vereadores, em pleito direto e simultâneo até noventa dias antes do término do mandato municipal vigente, na forma da legislação eleitoral.

Art. 58 - O Prefeito e Vice-Prefeito Municipal tomarão posse em sessão solene da Câmara Municipal, no dia 1º de janeiro subsequente ao dia da eleição, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir as Constituições Federal e Estadual, a Lei Orgânica do Município, observar as leis e promover o bem estar do povo do Município, na conformidade do texto destacado no Ad. 14, inciso.

§ 1º - No ato da posse e no término do mandato, o Prefeito e o Vice-Prefeito farão declaração pública de seus bens.

§ 2º - Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Prefeito ou o Vice-Prefeito, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago.

Art. 59 - Substituirá o Prefeito, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, na vaga, o Vice-Prefeito.

§ 1º - O Vice-Prefeito não poderá se recusar a substituir o Prefeito, sob pena de perda de mandato.

§ 2º - O Vice-Prefeito, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei, auxiliará o Prefeito, quando por este convocado para missões especiais.

Art. 60 - Em caso do impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito, ou vacância dos respectivos cargos, será chamado o Presidente da Câmara para o exercício do cargo de Prefeito.

§ 1º - Vagando os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, far-se-á eleição, noventa dias após aberta a última vaga.

§ 2º - Ocorrendo a vacância nos dois últimos anos do mandato municipal, a eleição para ambos os cargos será feita pela Câmara Municipal, trinta dias após a abertura da última vaga, na forma prevista do Regimento Interno da Casa.

§ 3º - Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seu antecessor.

Art. 61 - O Prefeito e o Vice-Prefeito não poderão, sem licença da Câmara Municipal, ausentar-se do Município por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo.

Art. 62 - Perderá o mandato o Prefeito que assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público, observado o disposto no Art. 83, incisos I, IV, V e VI desta Lei.

Art. 63 - O Prefeito não poderá, desde a posse, sob pena de perda do cargo:

I - firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviços públicos, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;

II - aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que seja demissível ad nutum, nas entidades constantes do inciso anterior, ressalvada a posse em virtude de concurso público;

III - ser titular de mais de um cargo ou mandato eletivo

IV - patrocinar causas em que seja interessada qualquer das entidades referidas na inciso I;

V - ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;

VI - fixar residência fora do Município.

Art. 64 - São inelegíveis para os mesmos cargos, no período subsequente, o Prefeito, o Vice-Prefeito, e quem os houver sucedido ou substituído nos seis meses anteriores a eleição:

Art. 65 - Para concorrerem a outros cargos eletivos, o Prefeito e o Vice-Prefeito Municipal devem renunciara os mandatos na forma da lei eleitoral.

Art. 66 - O Prefeito poderá cenciar-se:

I - quando a serviço ou em missão de representação do Município, devendo enviar à Câmara relatório circunstanciado dos resultados de sua viagem;

II - quando impossibilitado de exercer o cargo, por motivo de doença devidamente comprovada;

§ 1º - O prefeito regularmente licenciado terá direito a perceber a remuneração quando;

I - impossibilitado de exercer o cargo por motivo de doença devidamente comprovada

II - em gozo de férias;

III - a serviço ou em missão de representação do Município.

Parágrafo Único - O Prefeito gozará férias anuais de trinta dias, sem prejuízo da remuneração, ficando a seu critério a época para usufruir do descanso, podendo, no entanto, intercalá-las em dois períodos de quinze dias.

Art. 67 - A remuneração do Prefeito e do Vice-Prefeito será fixada quinze dias antes das eleições municipais pela Câmara Municipal, em cada legislatura para vigorar na subsequente, sujeita aos impostos gerais, inclusive o de renda e os extraordinários.

Parágrafo Único - A remuneração de que trata este artigo será atualizada por índice oficial e com periodicidade estabelecida em ato normativo da Câmara Municipal.

Art. 68 - A verba de representação do Prefeito será reajustada sempre quando houver atualização do seu subsídio e não poderá exceder a dois terços do mesmo.

Art. 69 - A verta de representação do Vice-Prefeito não poderá exceder a fixada para o Prefeito.


SEÇÃO II
DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO


Art. 70 - Ao Prefeito, como chefe da administração, compete dar cumprimento ás deliberações da Câmara. dirigir fiscalizar e defender os Interesses do Município, bem como adotar, de acordo com a lei, todas as medidas administrativas de utilidade pública observadas as vedações orçamentárias de que trata o Ad. 134 desta Lei.

Art. 71 - Compete ao Prefeito, entre outras atribuições:

I - a iniciativa das leis, na forma e casos previstos nesta Lei Orgânica;

II - representar o Município em juízo ou fora dele:

III - nomear e exonerar os Secretários Municipais;

IV - exercer, com auxílio dos Secretários Municipais, a direção superior da Administração Municipal:

V - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis aprovadas pela Câmara e expedir os regulamentos para sua fiel execução;

VI - vetar, no todo ou em parte, os projetos de lei aprovados pela Câmara;

VII - decretar, nos termos da lei, a desapropriação por necessidade de utilidade pública. ou por interesse social;

VIII - expedir decretos, podarias e outros atos administrativos;

IX - permitir ou autorizar o uso de bens municipais por terceiros:

X - autorizar convénios ou acordos a serem celebrados com entidades ou fundações instituídas pelo Poder Público;

XI - prover os cargos públicos e expedir os demais atos referentes á situação funcional dos servidores;

XII - enviará Câmara os projetos de lei relativos aos orçamentos anuais, às diretrizes orçamentárias e ao plano plurianual;

XIII - prestar anualmente à Câmara Municipal, dentro de quarenta e cinco dias após a abertura da sessão legislativa, suas contas referentes ao exercício anterior;

XIV - dispor sobre a organização e o funcionamento da administração municipal;

XV - fazer publicar os atos oficiais:

XVI - prestar à Câmara, dentro de trinta dias, as informações solicitadas, salvo prorrogação, a seu pedido e por prazo determinado, em face da complexidade da matéria ou da dificuldade de obtenção, nas respectivas fontes, dos dados pleiteados;

XVII - prover os serviços e obras da administração pública, através de licitação;

XVIII - superintender a arrecadação dos tributos, bem como a guarda e aplicação da receita, autorizando as despesas e os pagamentos dentro das disponibilidades orçamentárias ou dos créditos votados pela Câmara:

XIX - colocar à disposição da Câmara, dentro de quinze dias da sua aquisição, as quantias que devam ser despendidas de uma só vez e, até o dia vinte de cada mês, a parcela totalizadora do duodécimo de sua dotação orçamentária;

XX - aplicar multas previstas em leis e contratos, bem como revê-las quando impostas irregularmente;

XXI - resolver sobre os requerimentos, reclamações ou representações que lhe forem dirigidas;

XXII - convocar extraordinariamente a Câmara, em recesso, quando o interesse da administração o exigir:

XXIII - aprovar projetos de edificação ou plano de Loteamento, arruamento e zoneamento urbano;

XXIV - organizar os serviços internos dos órgãos públicos criados por lei sem exceder as verbas para tal destinadas;

XXV - contrair empréstimo e realizar operações de crédito, mediante prévia autorização da Câmara:

XXVI - administrar os bens do Município e decidir acerca de sua alienação, na forma da lei

XXVII - promovera divisão administrativa do Município, de acordo com a lei;

XXVIII - solicitar o auxilio das autoridades policiais do Estado para garantia do cumprimento de seus atos;

XXIX - solicitar autorização da Câmara para ausentar-se do Município por tempo superior a quinze dias;

XXX - adotar providências pata conservação e salvaguarda do patrimônio municipal:

XXXI - publicar para alcance de toda população, até trinta dias após o encerramento do bimestre, as contas relativas ao mesmo, discriminadas mês a mês;

XXXII - decretar situação de emergência e estado de calamidade pública:

XXXIII - elaborar o Plano Diretor

XXXIV - executar, diretamente ou mediante concessão ou permissão, serviços públicos de interesse local;

XXXV - exercer outras atribuições previstas nesta Lei;

Parágrafo Único - O Prefeito poderá delegar. Por decreto, aos secretários Municipais, funções administrativas que não sejam de sua competência exclusiva.


SEÇÃO III
DA RESPONSABILIDADE DO PREFEITO


Art. 72 - Os crimes que o Prefeito Municipal praticar no exercício do mandato ou em decorrência dele, por infrações penais comum ou por crimes de responsabilidades, serão julgados perante o Tribunal de Justiça do Estado.

§ 1º - A Câmara Municipal, tomando conhecimento de qualquer ato do Prefeito que possa configurar infração penal comum ou crime de responsabilidade, nomeará Comissão Especial para apurar os fatos, no prazo de trinta dias, cujos resultados deverão ser apreciados pelo Plenário.

§ 2º - Se o Plenário entender procedentes as acusações, determinará o envio do apurado à Procuradoria Geral da Justiça, publicando as conclusões de ambas as decisões.

§ 3º - Recebida a denúncia contra o Prefeito pelo Tribuna[ de Justiça, a Câmara decidirá pela designação de procurador para atuar como assistente de acusação.

§ 4º - O Prefeito ficará suspenso de suas funções com o recebimento da denúncia pelo Tribunal de Justiça, pelo prazo de até cento e oitenta dias, findo o qual, reassum-!as-á, sem prejuízo do regular prosseguimento do feito naquele tribunal.

§ 5º - Enquanto não sobreviver sentença condenatória nas infrações penais comuns, o Prefeito não estará sujeito à prisão, nem será responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.


SEÇÃO IV
DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS


Art. 73 - Os Secretários Municipais serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos.

Art. 74 - A lei disporá sobre a criação, estruturação e atribuições das Secretarias Municipais.

Art. 75 - Compete ao Secretário Municipal, além das atribuições estabelecidas nesta Lei Orgânica e nas outras leis:

I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da Administração Municipal, na área de sua competência;

II - assinar, junto com o Prefeito, os atos e decretos pertinentes a sua área de competência;

III - apresentar ao Prefeito Municipal relatório anual dos serviços prestados na Secretaria

IV - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas * ou delegadas pelo Prefeito Municipal;

V - expedir instruções para a execução das leis, regulamentos e decretos.

Art. 76 - A competência dos Secretários Municipais abrangerá todo o território do Município, na esfera da delegação de cada secretária.

Art. 77 - Os secretários Municipais serão nomeados pelo Prefeito farão declaração pública de seus bens no ato da posse e no término do exercício do cargo, tendo os mesmos impedimentos dos vereadores e prefeitos, enquanto nele permanecerem.


TÍTULO III
DA ORGÂNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL

CAPÍTULO I
DO PLANEJAMENTO MUNICIPAL


Art. 78 - O município deverá organizar a sua administração, exercer suas atividades e promover sua política de desenvolvimento urbano dentro de um processo de planejamento permanente, atendendo aos objetivos e diretrizes estabelecidas no Plano Diretor e mediante adequado Sistema de Planejamento.

§ 1º - O Plano Diretor, aprovado pela Câmara Municipal, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e da expansão urbana, observado o disposto no parágrafo primeiro do artigo 182 da Constituição Federal.

§ 2º - Sistema de Planejamento é o conjunto de órgãos, normas, recursos humanos e técnicos voltados à coordenação da ação planejada da administração municipal.

§ 3º - Será assegurada pela participação em órgão competente do Sistema de Planejamento, a cooperação de associações representativas, legalmente organizadas, com o planejamento municipal.

Art. 79 - a delimitação da zona urbana será traçada no Plano Diretor.


CAPÍTULO II
DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL


Art. 80 - À administração pública municipal compreende:

I - a administração direta - Secretarias Municipais;

II - a administração indireta ou fundacional - entidades dotadas de personalidades jurídicas próprias;

Parágrafo Único - As entidades compreendidas na administração indireta serão criadas por lei específica e vinculadas às Secretarias em cuja área de competência estiverer quadrada sua principal atividade.

Art. 81 - A atividade administrativa do Município. direta ou indireta, obedecerá aos princípios de legalidade, finalidade, motivação, de impessoalidade, moralidade, publicidade, da licitação e responsabilidade.

§ 1º - Depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias de autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de e economia mista, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada.

§ 2º - Todo órgão ou entidade municipal prestará aos interessados, no prazo da lei sob pena de responsabilidade funcional, as informações de interesse particular, coletivo ou geral, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível, nos casos referidos na Constituição Federal.

§ 3º - O atendimento à petição formulada em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder, bem como a obtenção de certidões junto a repartições públicas para defesa de direitos e esclarecimentos de situações de interesse pessoal, independerá de pagamento de taxas.

§ 4º - A publicidade dos atos, programas, obras serviços e campanhas dos órgãos e entidades municipais deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades, servidor público ou de partido político.

§ 5º - São de domínio público as informações relativas aos gastos com a publicidade dos órgãos públicos.

Art. 82 - A publicação das leis e atos municipais será feita pela imprensa local ou através de fixação dos nomes em local público próprio.

Art. 83 - O Diretor de órgão da administração indireta e fundacional deverá apresentar declaração de bens ao tomar posse e ao deixar o cargo.

Art. 84 - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei federal, sem prejuízo da ação penal.

Art. 85 - Os prazos de prescrição para os ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que cause prejuízo ao erário, e respectivas ações de ressarcimento, obedecerão à legislação federal.

Art. 86 - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direi assegurado o direito de regresso contra o responsável, em caso de dolo ou culpa, nos termos da lei federal.

Art. 87 - As reclamações relativas à prestação de serviços públicos serão disciplinadas em lei.


CAPITULO III
DAS OBRAS E SERVIÇOS MUNICIPAIS


Art. 88 - Ressalvadas as atividades de planejamento e controle, a administração Municipal poderá recorrer, quando conveniente ao interesse público, à execução dos seus serviços por terceiros, mediante concessão e permissão, após verificar se a iniciativa privada está suficientemente desenvolvida e capacitada para o seu desempenho.

§ 1º - A permissão de serviço público ou de utilidade pública, será outorgada por decreto, a título precário, após edital de chamamento de interessados para a escolha do melhor pretendente.

§ 2º - A concessão só será feita com autorização legislativa, mediante contrato, precedido de concorrência pública.

§ 3º - O Município poderá retomar, sem indenização, os serviços permitidos ou concedidos, desde que executados em desacordo com o ato ou contrato.

Art. 89 - Lei específica disporá sobre:

I - O regime das empresas concessionários e permissionárias de serviços públicos ou de utilidade pública, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação e as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão;

II - Os direitos dos usuários

III - a política tarifária.

Parágrafo Único - As tarifas dos serviços públicos ou de utilidade pública deverão ser fixadas pelo Executivo, tendo em vista a justa remuneração.

Art. 90 - Ressalvados os casos especificados na legislação, as obras. serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação que assegura igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam as obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas de proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis a garantia do cumprimento das obrigações.

Art. 91 - O município poderá realizar obras e serviços de interesse comum mediante convénio com o Estado, a União ou com entidades públicas ou privadas, bem como, através de consórcio com outros municípios.


CAPITULO IV
DOS BENS MUNICIPAIS


Art. 92 - Cabe ao Prefeito a administração dos bens municipais, respeitada a competência da Câmara quanto aqueles utilizados em seus serviços.

Art. 93 - Todos os bens municipais deverão ser cadastrados, com a identificação respectiva, numerando-se os móveis segundo o que for estabelecido em regulamento, os quais ficarão sob a responsabilidade do chefe da Secretaria a que forem distribuídos.

Art. 94 - Os bens patrimoniais do Município deverão ser classificados:

I - pela sua natureza;

II - em relação a cada serviço.

Parágrafo Único - Deverá ser feita, anualmente, a conferência da escrituração patrimonial com os bens existentes, e, na prestação de contas de cada exercício, será incluído o inventário de todos os bens municipais.

Art. 95 - A alienação de bens, subordinada a existência de interesse público devidamente justificado, será sempre precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas:

I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa e concorrência pública;

II - quando móveis, dependerá de concorrência pública, dispensada esta no caso de doação, que será permitida exclusivamente para fins assistências ou quando houver interesse público relevante, justificado pelo Executivo, após aprovação pela Câmara.

Art. 96 - O Município, preferencialmente à venda ou doação de seus bens imóveis, outorgará concessão de direito real de uso mediante prévia autorização legislativa e concorrência pública.

Parágrafo Único - A venda aos proprietários de imóveis lindeiros de áreas urbanas remanescentes e inaproveitáveis para edificações, resultantes de obras públicas, dependerá apenas de prévia avaliação e autorização legislativa, dispensada a licitação. As áreas resultantes de modificações de alinhamento serão alienadas nas mesmas condições, quer sejam aproveitáveis 4 ou não.

Art. 97 - A aquisição de bens imóveis, por compra ou permuta, dependerá de prévia avaliação e autorização legislativa.

Art. 98 - É proibida a doação, venda ou permuta de qualquer fração dos parques. praças e jardins ou largos públicos.

Art. 99 - O uso de bens municipais, por terceiros, só poderá ser feito mediante concessão, ou permissão a título precário e por tempo determinado conforme o interesse público o exigir

§ 1º - A concessão de uso dos bens públicos de uso especial e dominicais dependerá de Lei e concorrência e será realizada mediante contrato, sob pena de nulidade de ato.

§ 2º A concessão administrativa de uso de bens públicos de uso comum somente poderá ser outorgada para finalidades escolares, de assistência social ou turística, mediante autorização legislativa.

Art. 100 - Poderão ser executados serviços transitórios, para particulares, com máquinas e operadores da Prefeitura, desde que não haja prejuízos para os trabalhos do Município e o interessado recolha, previamente, a remuneração arbitrada, a não ser que se prove seu estado de pobreza absoluta.

Art. 101 - A utilização e administração dos bens públicos de uso especial, como mercados, matadouros, estações, recintos de espetáculos e campos de esporte, serão feitas na forma da lei e regulamentos respectivos.


SEÇÃO I
DOS SERVIDORES PÚBLICOS


Art. 102 - O Município instituirá regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas, no prazo de cento e oitenta dias, a contar da promulgação desta lei.

§ 1º - A primeira investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão, declarado em lei de livre nomeação e exoneração.

§ 2º - O prazo de validade do concurso será de até dois anos, prorrogável. uma vez, por igual período.

§ 3º - Será convocado para assumir o cargo ou emprego aquele que for aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos, com prioridades sobre novos concursados na carreira, importando desistência ou renúncia tácita o não atendimento à convocação no prazo que a própria fixará.

§ 4º - A lei assegurará aos servidores da administração direta. isonomia de vencimentos para cargo de atribuições iguais ou assemelhadas no mesmo Poder ou entre servidores do Poder Executivo e Legislativo, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas á natureza e ao local de trabalho.

§ 5º - Aplica-se aos servidores municipais o disposto no art. 70,IV, VI, VII, VIII, IX, XII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII, XIII e XXX da Constituição Federal.

§ 6º - Os vencimentos dos servidores municipais devem ser pagos até o último dia útil do mês de trabalho, corrigindo-se os seus valores, na forma da e lei, se tal prazo ultrapassar o décimo dia do mês subsequente ao vencimento.

§ 7º - É assegurado ao servidor público, entre outros direitos, o de acesso á profissionalização e ao treinamento como estímulo à produtividade e eficiência, na forma da lei.

Art. 103 - O servidor será aposentado:

I - por invalidez permanente, com proventos integrais quando decorrentes de acidentes em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificadas em ei, e com proventos proporcionais nos demais casos;

II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade com proventos proporcionais ao tempo de serviço;

III Voluntariamente;

a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem e aos trinta, se mulher, com proventos integrais;
b) aos trinta anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor, e aos vinte e cinco, se professora, com proventos integrais;
c) aos trinta anos de serviço, se homem, e aos vinte e cinco, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço;
d) aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço

§ 1º - Lei Complementar poderá estabelecer exceções ao disposto no inciso III, a e c, no caso de exercício de atividades consideradas penosas, insalubres ou perigosas.

§ 2º - A lei disporá sobre a aposentadoria em cargos ou empregos temporários.

§ 3º - o tempo de serviço público federal, estadual ou municipal será computado integralmente para efeito de aposentadoria, disponibilidade e para a concessão do adicional por tempo de serviço.

§ 4º - Os proventos da aposentadoria serão revisto na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividades, sendo também estendido aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria, na forma da lei.

§ 5º - O beneficio de pensão por morte, corresponderá à totalidade dos vencimentos ou proventos da servidora ou servidor falecido, até o imite estabelecido em lei, observado o disposto no parágrafo anterior

Art. 104 - A aposentadoria por invalidez, a critérios da administração e por requerimento do servidor, poderá ser, na forma da lei,, transformada em seguro-reabilitação, custeado pelo Município, visando a reintegrá-lo em novas funções compatíveis com suas aptidões.

Art. 105 - O cálculo integral ou proporcional da aposentadoria será feito com base no vencimento do cargo efetivo que o servidor público municipal estiver exercendo.

§ 1º - integrará o cálculo do provento o valor das vantagens permanentes que o servidor público estiver recebendo e da função gratificada, se recebido por tempo igual ou superior a doze meses.

§ 2º - Fica facultado ao servidor público efetivo, investido em exercício de cargo de provimento em comissão, e que, na data do requerimento da aposentadoria, contar mais de 5 anos ininterruptos, ou seis interrompidos, no exercício desse cargo, o direito de requerer a fixação dos proventos com base no valor do vencimento deste último.

§ 3º - Considera-se abrangida pelo disposto no parágrafo anterior a gratificação correspondente que o servidor público efetivo vier percebendo por opção permitida na legislação específica.

§ 4º - Sendo distintos os padrões de cargo em comissão ou os valores das gratificações recebidas por opção, o cálculo dos proventos será feito tomando-se por base a média dos respectivos vencimentos ou o vencimento do cargo efetivo acrescido da média das gratificações computadas nos doze meses imediatamente anteriores ao pedido da aposentadoria.

§ 5º - É assegurada ao servidor público, para efeito de aposentadoria, a contagem do tempo de contribuição prestada á atividade privada, rural e urbana, nos termos da lei.

Art. 106 - São estáveis, após dois anos de efetivo exercício, os servidores nomeados em virtude de concurso público.

§ 1º - Alei estabelecerá os critérios de avaliação para confirmação no cargo do servidor nomeado por concurso, antes da aquisição da estabilidade.

§ 2º - O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.

§ 3º - Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga reconduzido ao carpo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade.

§ 4º - Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade remunerada, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

Art. 107 - Ë garantido o direito à livre associação de classe e às indicalização. O direito de grave será exercido nos termos e nos imites definidos em lei.

Art. 108 - Lei específica estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado, para atenderá necessidade temporária de excepcional interesse público.

Art. 109 - A lei fixará o limite máximo e a relação dos valores entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos da administração direta ou indireta, observado como imite máximo, os valores percebidos como remuneração, em espécie, pelo Prefeito.

Art. 110 - É vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos para os efeitos de remuneração de pessoal do serviço público municipal.

Art. 111 - Ë vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários:

I - a de dois cargos de professor;

II - a de um cargo de professor com outro de técnico ou científico; III - a de dois cargos privativos de médico.

Parágrafo Único - a proibição de acumular estende-se a emprego ou funções a abrange autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.

Art. 112 - Os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento.

Art. 113 - Os cargos públicos serão criados por lei, que fixará sua denominação, padrão de vencimentos, condições de provimento e indicará os recursos pelos quais serão pagos seus ocupantes.

Parágrafo Único - A criação ou extinção dos cargos da Câmara Municipal, bem como a fixação e alteração de seus vencimentos, dependerão de resolução

Art. 114 - O servidor municipal será responsável civil, criminal e administrativamente pelos atos que praticar no exercício de cargo ou função ou a pretexto de exercê-lo.

Parágrafo Único - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstos em lei, sem prejuízo de ação penal cabível.

Art. 115 - O servidor municipal poderá exercer mandato eletivo obedecidas as disposições constitucionais e legais vigentes.

Art. 116 - Ao servidor municipal com exercício de mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições:

I - tratando-se de mandado eletivo federal ou estadual, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função;

II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pelos vencimentos de seu cargo;

III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo efetivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;

IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento.

V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento do cargo, emprego ou função, os valores serão determinados como se no exercício estivesse.

Art. 117 - O Município instituirá, mediante contribuição, plano e programa único de previdência e assistência social para seus servidores ativos e inativos e respectivos dependentes, nele incluída a assistência médica, odontológica, psicológica, hospitalar, ambulatorial e jurídica, além de serviços de creches, obedecidos os princípios constitucionais.


SEÇÃO II
DO CONTROLE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS


Art. 118 - O controle dos atos administrativos será exercido pelos Poderes Públicos e pelos cidadãos, na forma da lei,

§ 1º - O controle popular será exercido, dentre outras formas, por audiência pública e por recurso administrativo coletivo e alcançará, inclusive, a fiscalização da execução orçamentária.

§ 2º - São requisitos essenciais à validade do ato administrativo, além dos princípios estabelecidos no art. 83. caput, a motivação suficiente e a razoabilidade.

Art. 119 - Administração Pública tem o dever de anular seus próprios atos quando contiverem vícios que os tornem ilegais, bem como a faculdade de revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados, neste caso, os direitos adquiridos, além de observado, em qualquer circunstância, o devido processo legal.

Art. 120 - A autoridade que, ciente do ato administrativo viciado, deixar de saná-lo, por omissão, incorrerá nas penalidades da lei.

Art. 121 - Qualquer cidadão poderá, através de documento formal e detalhado, representar contra o Prefeito Municipal ou Vice-Prefeito, perante a Câmara Municipal e o Tribunas de Contas, por infringéncia dos princípios instituídos nos artigos 70 e 83, caput, desta Lei.


TITULO IV
DA TRISUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO

CAPITULO I
DO SISTEMA TRIBUTARIO MUNICIPAL

SEÇÃO I
DOS PRINCÍPIOS GERAIS


Art. 122 - O sistema tributário municipal será regulado pelo disposto nas Constituições Federal e Estadual, por esta Lei e pelas leis que vierem a ser adotadas:

Art. 123 - O Município poderá instituir os seguintes tributos:

I - impostos;

II - taxas, em razão do exercício do poder de política ou pelo utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos de sua atribuição, específicos e divisíveis, prestados aos contribuintes ou postos à sua disposição:

III - contribuição de melhoria decorrentes de obras públicas.

§ 1º - Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimõnio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.

§ 2º - As taxas não poderão ter base própria de impostos

§ 3º - O Município poderá delegar ou receber da União, do Estado ou de outros municípios encargos da administração tributária.

Art. 124 - O Município poderá instituir contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em beneficio destes, de sistema de previdência e assistência social.


SEÇÃO II
DAS LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR


Art. 125 - Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado ao Município:

I - exigir ou aumentar tributo sem que a leio estabeleça;

II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos e direitos;

III - cobrar tributos

a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.

IV - utilizar tributo com efeito de confisco

V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos intermunicipais ou quaisquer outros, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público;

VI - instituir impostos sobre:

a) patrimõnio, renda ou serviços da União, dos Estados ou de outros Municípios;
b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços de partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da Lei.

VII - cobrar taxas nos casos de:

a) petição em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso do poder;
b) obtenção de certidão especificamente para fins de defesa de direitos e esclarecimentos de situações de interesse pessoal:

§ 1º - A vedação expressa no inciso VI, a, é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público no que se refere ao patrimônio, á renda e aos serviços vinculados às suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.

§ 2º - O disposto no inciso VI. a, e no parágrafo anterior, não se aplica ao patrimônio à renda e aos serviços relacionados com a exploração de atividades económicas regidas pelas normas aplicadas a empreendimentos privados ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar o imposto relativamente ao bem imóvel.

§ 3º - As vedações expressas no inciso VI, b e c, compreende somente o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas rnencionadas

§ 4º - Qualquer anistia ou remissão que envolva matéria tributária ou providenciaria só poderá ser concedida através de lei especifica municipal.


SEÇÂO III
DOS IMPOSTOS DO MUNICÍPIO


Art. 126 - Compete ao Município instituir impostos sobre:

I - propriedade predial e territorial urbana:

II - transmissão intervivos de qualquer titulo, por ato oneroso de bens imóveis, por natureza ou acessão fisica. e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia. bem como cessão de direitos à sua aquisição:

III - vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel; IV - serviços de qualquer natureza não compreendidos no art. 155, inciso I, b da Constituição federal, definidos em lei complementar federal

§ 1º - O imposto de que trata o inciso I poderá ser progressivo, nos termos da lei municipal, deforma a assegurar o cumprimento da função social da propriedade.

§ 2º - imposto de que trata o inciso II não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoas jurídicas em realização de capital, nem sobra a transmissão de bens ou direitos decorrentes de incorporação, fusão, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do contribuinte for o comércio desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil.

§ 3º - Ao Município caberá, obedecida a lei complementar federal:

I - fixar as alíquotas máximas dos impostos de que tratam os incisos II e IV

II - excluir da incidência do imposto previsto no inciso V as exportações de serviços para o exterior.


SEÇÃO IV
DA REPARTIÇÃO DAS RENDAS TRIBUTÁRIAS


Art. 127 - Pertencem ao Município:

I - O produto da arrecadação do imposto da União sobre a renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer titulo, por ele, suas autarquias e pelas fundações que instituir e mantiver;

II - cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade territorial rural, relativamente aos imóveis nele situados;

III - cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto estadual sobre propriedade de veículos automotores licenciados em seu território;

IV - vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto estadual sobre as operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação;

V - a respectiva quota do Fundo de Participação dos Municípios prevista no ad. 159, I, " b" da Constituição Federal;

VI - setenta por cento da arrecadação, conforme a origem, do imposto a que se refere o art. 153, § 5º, II, da Constituição Federal:

VII - vinte e cinco porcento dos recursos recebidos pelo Estado, nos termos do art. 159, § 3º da Constituição Federal;

Parágrafo Único - As parcelas pertencentes ao Município, mencionadas no inciso IV, serão creditadas conforme os seguintes critérios:

I - três quartos, no mínimo, na proporção dos valores adicionados nas operações relativas à circulação de mercadorias e na prestação de serviços realizados em seu território;

II - até um quarto, de acordo com o que dispuser a lei estadual.

Art. 128 - O Município publicará, até o último dia do mês subsequente ao da arrecadação, o montante de cada um dos tributos arrecadados, bem como os recursos recebidos.

Art. 129 - O Poder Público Municipal, no prazo de cento e oitenta dias após o encerramento do exercício financeiro, dará publicidade às seguintes informações:

I - benefícios e incentivos fiscais concedidos indicando os respectivos beneficiários e o montante do imposto reduzido ou dispensado;

II - insenções ou reduções de impostos incidentes sobre bens e serviços.


CAPÍTULO II
DAS FINANÇAS PÚBLICAS

SEÇÃO I
NORMAS GERAIS


Art. 130- As finanças públicas do Município serão administradas de acordo com as legislação federal e estadual e a que vier adotar.

Art. 131 - As disponibilidades de caixa do Município, bem como dos órgãos ou entidades do Poder Público Municipal e das empresas por ele controladas, serão depositadas em instituições oficiais do Estado, ressalvados os casos previstos em lei.


SEÇÃO II
DOS ORÇAMENTOS


Art. 132- Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual;

II - as diretrizes orçamentárias

III - os orçamentos anuais.

§ 1º - Alei que instituir o plano plurianual estabelecerá as diretrizes, objetivos e metas da administraç5o pública municipal, direta e indireta, para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas e duração continuada.

§ 2º - A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública municipal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da ei orçamentária anual e disporá sobre as alterações na legislação tributária.

§ 3º - O Poder Executivo Municipal publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumida da execução orçamentária, apresentado em valores mensais para todas as suas receitas e despesas.

§ 4º - Os planos e programas setoriais previstos nesta Lei serão elaborados em consonância com o plano plurianual, harmonizados com as diretrizes gerais estabelecidas pelo Estado e apreciados pela Câmara Municipal.

§ 5º - A lei orçamentária anual compreenderá:

I - o orçamento fiscal dos Poderes Executivo e Legislativo, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Município;

II - o orçamento de investimento das empresas em que o Município, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;

III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta e indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público Municipal.

§ 6º - O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo do efeito sobre as receitas e despesas, decorrentes de insenções, anistias. remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e crediticia.

§ 7º - Os orçamentos previstos no

§ 5º - I e II, compatibilizados como plano plurianual, terão, entre suas funções, a de reduzir as desigualdades entre seus direitos.

§ 8º - A Lei orçamentária não conterá dispositivo estranho a previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição, regra de abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

Art. 133 - Os Projetos de Lei relativos ao Plano Plurianual, às Diretrizes Orçamentárias, ao Orçamento Anual e aos créditos adicionais, serão apreciados pela Câmara Municipal, cabendo á sua Comissão Especifica de caráter permanente:

I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Poder Executivo;

II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas setoriais e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões existentes na Câmara Municipal.

§ 1º - As emendas serão apresentadas na comissão que sobre elas emitirá parecer, e, apreciada na forma regimental, pelo Plenário da Câmara Municipal.

§ 2º - As emendas ao projeto de lei do orçamento anual e aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovados caso:

I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;

II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesas, excluídas as que incidem sobre:

a) dotação para pessoal e seus encargos;
b) serviços da dívida.

III - sejam relacionados;

a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto e do projeto de lei.

§ 3º - As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual.

§ 4º - O Prefeito Municipal poderá enviar mensagem à Câmara Municipal propondo modificações nos projetos citados no artigo anterior enquanto não iniciada a cotação da parte cuja alteração for proposta.

§ 5º - Os Projetos de Lei do Plano Plurianual, as Diretrizes Orçamentárias e Orçamento Anua) serão enviados pelo Chefe do Poder Executivo à Câmara Municipal, nos termos da Lei Complementar Estadual nº 07/90.

§ 6º - os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais somente serão aprovados por maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal.

§ 7º - Aplicam-se aos projetos de lei mencionados neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta Seção, as demais normas relativas ao processo legislativo.

§ 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes, poderão ser utilizadas, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e especifica autorização legislativa.

Art. 134 - São vedados:

I - o inicio de programa ou projetos não-incluídos na lei orçamentária anual;

II - a realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedem os créditos orçamentários ou adicionais;

III - a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovado pela Câmara Municipal por maioria absoluta de votos;

IV - a vinculação de receita de impostos e Órgãos, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação de impostos a que se refere o Art. 127 a destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino, como determinado pelo Art. 175 e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita prevista no Art. 132, § 8º;

V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes;

VI - a reposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um Órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;

VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados

VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive dos mencionados no Art. 132. § 5º;

IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.

§ 1º - Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade.

§ 2º - Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato da autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que. reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente.

§ 3º - A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atendera despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de comoção interna ou calamidade pública.

Art. 135 - Os recursos decorrentes às dotações orçamentárias compreendidas os créditos suplementares e especiais, destinados ao Poder Legislativo, ser-lhe-ão entregues até o dia vinte de cada mês, ressalvado o disposto no Art. 71, inciso XIX.

Art. 136 - A despesa com pessoal atívo e inativo do Município não poderá exceder os limites estabelecidos em lei municipal, obedecida a legislação estadual e federal.

Parágrafo Único - A concessão de vantagem ou aumento da remuneração, a criação de cargos ou alteração da estrutura de carreira, bem como a admissão de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Municipal, só poderão ser feitas:

I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender ás projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos a ela decorrentes;

II - se houver autorização específica na ei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista.

Art. 137 - Qualquer cidadão poderá solicitar ao Poder Público informações sobre a execução orçamentária e financeira do Município, que serão fornecidas no prazo de lei, sob pena de responsabilidade.


TITULO V
DA ORDEM ECONÔMICA E FINANCEIRA

CAPITULO I
DOS PRINCÍPIO GERAIS


Art. 138 - O Município poderá legislar supletivamente sobre matéria econômica e financeira relativa a assuntos de interesse local, respeitadas as Constituições Federal e Estadual.

Art. 139 - O Município, no exercício de suas funções legislativas e fiscalizadoras, deverá valorizar o trabalho e incentivar as atividades produtivas em seu território, procurando assegurar o bem estar e a elevação de nível de vida da sua população dentro dos princípios da justiça social.

Art. 140 - O Município, no âmbito de sua atuação, deverá, ainda, atender aos seguintes objetivos:

I - defesa do consumidor;

II - defesa do meio ambiente;

III - redução das desigualdades entre os distritos e entre estes e sua sede;

IV - promover e incentivar o turismo, como fator de desenvolvimento social e econômico.

§ 1º - A exploração direta de atividade econômica pelo Município só será permitida quando motivada por relevante interesse coletivo.

§ 2º - A empresa pública, a sociedade de economia mista e a fundação instituída e mantida pelo Município incluirão, obrigatoriamente, no Conselho Administrativo, um representante, no mínimo, de seus trabalhadores, eleito por estes, pelo voto direto e secreto.

Art. 141 - O Município dispensará à microempresa e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurídico diferenciado, visando Incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei.

Art. 142 - Incumbe ao Município, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão através de licitação, a prestação de serviços públicos, na forma da lei, que estabelecerá:

I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão:

II - os direitos dos usuários;

III - a política tarifária que permita o melhoramento e a expansão dos serviços;

IV - a obrigação de manter serviços adequados.

Parágrafo Único - Na fixação da política tarifária, o Município garantirá tratamento diferenciado, considerando os níveis de renda da população, beneficiando aquela de menor renda.


CAPITULO II
DA POLITICA DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL

SEÇÃO I
DO DESENVOLVIMENTO URBANO E PLANO DIRETOR


Art. 143 - A política de desenvolvimento urbano será executada pelo Poder Público Municipal conforme as diretrizes gerais fixadas em lei e terá por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e vilas e garantir o bem estar de seus habitantes.

§ 1º - Na formulação da política de desenvolvimento urbano serão assegurados;

I - plano de uso e ocupação do solo que garanta o controle da expansão urbana, dos vazios urbanos e da especulação imobiliária, a preservação das áreas de exploração agrícola e pecuária, além da preservação, proteção e recuperação do ambiente cultural e natural;

II - plano e programa especifico de saneamento básico;

III - organização territorial das vilas e povoados;

IV - obrigatoriedade da existência de praça pública nas sedes dos distritos

V - participação ativa das entidades comunitárias no estudo e no encaminhamento dos planos. programas e projetos, e na solução dos problemas que lhes sejam competentes;

§ 2º - A política de desenvolvimento urbano, compatível com as diretrizes e objetivos estabelecidos nos planos e programas estaduais, regionais e setoriais de desenvolvimento econômico-social e da ordenação do território, será consubstanciada através do plano diretor, do programa municipal de investimento e dos programas e projetos setoriais, de duração anual e plurianual, relacionados com cronogramas físico-financeiros de implantação.

Art. 144 - Lei específica para áreas incluídas no plano diretor facultará ao Poder Público o direito de exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subtilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento sob pena. sucessivamente de

I - parcelamento ou edificação compulsória;

II - imposto sobre propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo;

III - desapropriação com pagamento mediante títulos de dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real de indenização e os juros legais.

Art. 145 - O plano diretor deverá dispor, no mínimo sobre os seguintes aspectos:

I - regime urbanístico através de normas relativas ao uso, ocupação e parcelamento do solo, e também ao controle das edificações;

II - proteção de mananciais, áreas de preservação ecológica, património paisagístico, histórico e cultural, na totalidade de seu território;

III - definição das áreas de implantação de programas habitacionais de interesse social e para equipamentos públicos de uso coletivo;

IV - definição de área destinada à criação do distrito industrial;

V - obrigatoriedade da existência de praça pública na sede do município.

Art. 146 - Os planos, programas e projetos setoriais municipais deverão ser amplamente divulgados para conhecimento público, e garantido livre acesso a informações a eles concernentes.


SEÇÃO II
DA POUTICA HABITACIONAL


Art. 147 - A política habitacional deverá compatibilizar-se com as diretrizes do plano estadual de desenvolvimento e com a política municipal de desenvolvimento urbano, e terá por objetivo a redução do "déficit" habitacional, a melhoria das condições de infra-estrutura atendendo, prioritariamente, á população de baixa renda.

Parágrafo Único - Na promoção da política habitacional incumbe ao Município garantir o acesso á moradia digna para todos, assegurando

I - urbanização, organização fundiária e a titulação das, áreas de assentamento por população de baixa renda;

II - localização de empreendimentos habitacionais em áreas sanitária e ambientalmente adequadas, integradas á malha urbana, que possibilite a acessibilidade aos locais trabalho, serviços e lazer;

III - implantação de unidades habitacionais com dimensões adequadas, e com padrões sanitários mínimos de abastecimento de água potável, de esgotamento sanitário, de drenagem, de limpeza urbana, de destinação final de resíduos sólidos, de obras de contenção em áreas de risco de desabamentos;

IV - oferta da infra-estrutura indispensável em termos de iluminação pública, transporte coletivo, sistema viário e equipamentos de uso coletivo;

V - destinação de terras públicas municipais, não utilizadas, a programas habitacionais para a população de baixa renda e á instalação de equipamentos de uso coletivo.

Art. 148 - O Município apoiará e estimulará estudos e pesquisas que visem á melhoria das condições habitacionais, através do desenvolvimento de tecnologias construtivas alternativas que reduzem o custo da construção, respeitando os valores e a cultura locais.

Art. 149 - Na definição de sua política habitacional o Município garantirá a participação de organizações populares de moradias.

Art. 150 - Na elaboração do orçamento e do plano plurianual deverão ser previstas dotações necessárias à execução da política habitacional, na seguintes proporções:

a) 70% (setenta por cento) originalmente destinado à execução do previsto no inciso III do artigo 147;
b) 30% (trinta por cento) originalmente destinado á execução dos serviços previstos nos demais incisos do art. 147.

Art. 151 - O Município estimará a criação de cooperativas de trabalhadores para construção de casa própria, auxiliando, técnica e financeiramente, esses empreendimentos.

Art. 152 - Nos assentamentos em terras públicas municipais ocupadas por população de baixa renda, ou em terras públicas não utilizadas ou subtilizadas, a concessão do direito real de uso será feita a homem ou mulher, ou a ambos, independente do estado civil, nos termos e condições previstas em lei.


SEÇÃO III
DO SANEAMENTO BASICO


Art. 153 - A política e as ações de saneamento básico são de natureza pública, competindo ao Município com assistência técnica e financeira da Estado, a oferta, a execução, a manutenção e o controle de qualidade dos serviços delas decorrentes.

§ 1º - Constitui direito de todos os recebimentos dos serviços de saneamento básico.

§ 2º - A política de saneamento básico do Município, respeitadas as diretrizes do Estado e da União, garantirá;

I - fornecimento de água potável às cidades, vilas e povoados;

II - instituição, manutenção e controle de sistema:

a) de coleta, tratamento e disposição de esgoto sanitário e domiciliar
b) de limpeza pública, de coleta e disposição adequada do lixo domiciliar, industrial e hospitalar;
c) de coleta, disposição e drenagem de águas pluviais.

§ 3º - O Município incentivará e apoiará o desenvolvimento de pesquisas dos sistemas referidos no inciso II do parágrafo anterior, compatíveis com as características dos ecossistemas.

§ 4º - É garantida a participação popular no estabelecimento das diretrizes e da política de saneamento básico do Município, bem como na fiscalização e no controle dos serviços prestados;


SEÇÃO IV
DO TURISMO


Art. 154 - O Município apoiará e incentivará o turismo, reconhecendo-o como forma de promoção social, cultural e econômica.

§ 1º - Instituir-se-à no currículo das escolas do Município. uma matéria visando a conscientização dos valores turísticos e históricos, específicos de Anchieta

§ 2º - A Lei criará o Conselho Municipal de Turismo, que visará a expansão turística do Município, estudando formas de captação de consumidores diretos; meios de conservação, estudo e difusão das culturas e atrativos do Município.


SEÇÃO V
DOS TRANSPORTES


Art. 155 - O transporte coletivo municipal é serviço público essencial, cabendo ao Município a responsabilidade pelo planejamento. gerenciamento e sua operação, diretamente ou mediante concessão ou permissão, sempre através de licitação.

Art. 156 - Na prestação do serviço de transporte coletivo, fica o Município obrigado a atender ás seguintes exigências:

I - segurança e conforto dos usuários;

II - defesa do meio ambiente, em qualquer das formas;

III - participação do usuário, a nível de decisão, na gestão e na definição desse serviço

Art. 157 - São isentos do pagamento de tarifa nos transportes coletivos as pessoas com mais de sessenta e cinco anos de idade, mediante a apresentação do documento oficial de identificação, bem como as crianças menores de oito anos de idade e as pessoas portadores de deficiências.

§ 1º - Os estudantes de qualquer grau de ensino, na forma da lei, terão redução de cinquenta por cento no valor da tarifa dos transportes coletivos municipais

§ 2º - Os servidores Municipais gozarão da isenção mencionada no parágrafo anterior, mediante a apresentação da carteira funcional.


CAPÍTULO III
DA POLÍTICA AGRÍCOLA E PESQUEIRA


Art. 158 - É dever do Município, com integração do Estado, incentivar, implantar e diversificar e política agropecuária e a pesca, consideradas como atividades essenciais à economia municipal, objetivando, principalmente, o incentivo à produção nas pequenas propriedades, através do desenvolvimento de tecnologia compatível com as condições sócio-econômico-culturais dos ecossistemas regionais, de forma a garantir a exploração auto-sustentada dos recursos disponíveis.

§ 1º - Para a execução da política de amparo e incentivo na forma deste artigo, fica o Poder Executivo, quando da elaboração do orçamento anual do Município, obrigado a destinar um percentual às atividades mencionadas cuja aplicação financeira terá que ser devidamente comprovada.

§ 2º - A divisão deste percentual entre as atividades assistidas, dar-se-á, destinando-se à pesca, 30% (trinta por cento) e 70% (setenta por cento) à agropecuária.

§ 3º No cumprimento do caput deste artigo o Município em articulação com o Estado contemplará as estruturas física, viária, social e de serviços de zona rural, especialmente as relativas á comercialização, armazenamento da produção, habitação, irrigação, drenagem e mecanização agrícola.

§ 4º - Entende-se como pequena propriedade as extensões de área rural que não excedam a vinte e cinco hectares:

I - o incentivo será viabilizado através de Cooperativa ou Associação regulamente criadas.

Art. 159 - O Município, em conjunto com o Estado e a União, fará estudostécnicos para assentamento de trabalhadores rurais, a fim de alcançar ideal justiça social.

Art. 160 - O Município, com a assistência do Estado, estabelecerá planos e programas visando à organização do abastecimento alimentar

Art. 161 - O Município, em conjunto como Estado e a União, viabilizará a introdução no currículo das escolas do Município das disciplinas de natação. primeiros socorros, sobrevivência no mar, combate a incêndio e cooperativismo, conforme suas peculiaridades, privilegiando a pesca artesanal e a piscicultura, através de dotação orçamentária.

Art. 162 - Compete ainda ao Município

I - garantir o direito de preferência à entidades cooperativistas ou às associações ligadas diretamente à pesca artesanal sobre os bens públicos destinados à comercialização do pescado;

II - a análise, com a participação da sociedade civil e órgãos públicos competentes, antes de sua publicação, de toda e qualquer medida relacionada com o período de defesa da fauna aquática;

III - garantir com a articulação e a co-participação do Estado e da União, a manutenção do sistema de pesquisa, assistência e extensão rural e fomento agrossilvopastoril.


CAPITULO IV
DA POLITICA DE RECURSOS HÍDRICOS


Art. 163 - A política municipal de recursos hídricos destina-se a ordenar ouso e aproveitamento racionais dos lençóis superficiais e subterrâneos, bem como a sua proteção, conservação e controle, obedecidas as legislações federal e estadual.

§ 1º - O Município participará com o Estado na elaboração e execução de programas de gerenciamento dos recursos hídricos do seu território e, celebrará convênios para a gestão das águas de interesse exclusivamente local.

§ 2º - Município poderá, através de convênio com seus vizinhos, fixar normas de proteção das bacias hídricas comuns.


TITULO V
DA ORDEM SOCIAL

CAPITULO I
DA SEGURIDADE SOCIAL

SEÇÃO I
DISPOSIÇÃO GERAL


Art. 164 - A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, previdência e á assistência social, de conformidade com o disposto nas Constituições Federal e Estadual e nas leis.

Parágrafo Único - Constarão do orçamento anual do Município recursos destinados à seguridade social.


SEÇÃO II
DA SAÚDE


Art. 165 - A Saúde é direito de todos os Municípios e dever do Poder Público, assegurada mediante políticas sociais econômicas que vise a eliminação dos riscos de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para Sua promoção e recuperação, integrando o Município, com a União e o Estado, o Sistema Único de Saúde, cujas ações e serviços públicos na sua circunscrição territorial são por ele dirigidos.

Art. 166- Para atingir esses objetivos o Município promoverá

I - condições dignas de trabalho, saneamento, moradia, alimentação, educação, transporte e lazer;

II - respeito, proteção e recuperação do Meio Ambiente e controle da poluição ambiental, estabelecendo leis claras e punitivas aos infratores;

III - orientação quanto ao planejamento familiar, garantindo livre decisão do casal quanto ao número de filhos;

IV - acesso universal e igualitário a todos os habitantes do Município à ações e serviços de promoção, proteção e recuperação da Saúde, sem quaisquer discriminações;

V - proibição de cobrança ao usuário pelo prestação de serviço de assistência à saúde pública. conveniados e contratados, salvo casos em que o usuário optar por atendimento diferenciado.

Art. 167 - As ações e serviços de saúde são de natureza pública, cabendo ao Poder Público sua normatização e controle, devendo sua execução ser feita preferencialmente através de serviços de terceiros, devidamente qualificados para a participação no SUS.

Art. 168 - A Lei criará no âmbito do Município, duas instâncias colegiadas de caráter deliberativo. A Assembléia Municipal de Saúde e o Conselho Municipal de Saúde.

I - A Assembléia Municipal de Saúde composta de lideranças comunitárias e da população em geral, convocada pelo Prefeito ou Secretário de Saúde ou extraordinariamente pelo Conselho Municipal de Saúde, objetiva avaliar a situação do Município e fixar as diretrizes da política municipal de saúde, reunindo-se no mínimo uma vez por ano;

II - O Conselho Municipal de Saúde, com objetivo de formulação, gestão e controle da execução da política municipal de saúde, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, é composto pelo governo municipal, prestadoras de serviços públicos e não públicos, representantes de entidades de classe, usuários e trabalhadores do SUS, de caráter paritário.

Art. 169 - As ações e serviços de saúde realizadas no Município integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem o Sistema Municipal de Saúde, organizado de acordo com as seguintes diretrizes;

I - a Secretaria Municipal de Saúde é gerenciadora do Sistema de Saúde, a nível de Município:

II - integralidade na prestação de serviços de saúde adequadas à realidades epidemiológicas:

III - a toda unidade de serviço público corresponderá um Conselho Fiscalizador, tripartite e paritário, formado pelo usuário, trabalhadores de saúde e representantes governamentais;

IV - em todo serviço conveniado ou contratado, funcionarão auditorias para acompanhar sua execução, devendo ser regularmente acolhidos os resultados da auditoria.

Art. 170 - O Sistema Municipal de Saúde será financiado com recursos do orçamento do Município, do Estado, da Seguridade Social, da União, além de outras fontes, que constituirão o Fundo Municipal de Saúde.

I - O Município aplicará anualmente, um percentual da receita resultante de impostos compreendida e proveniente de transferência, na manutenção e desenvolvimento do sistema de saúde;

II - os recursos financeiros do Sistema Municipal de Saúde, movimentados no Fundo Municipal de Saúde, serão vinculados à Secretaria Municipal de Saúde e subordinados ao planejamento e controle do Conselho Municipal de Saúde;

III - é vedada a destinação de recursos públicos para auxílio e subvenção a instituições privadas com fins lucrativos;

IV - as instituições privadas poderão participar de forma suplementar, do Sistema municipal de Saúde, mediante contrato ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos;

V - as instituições privadas de saúde ficarão sob o controle do setor público nas questões do controle de qualidade e de informação e registro de atendimento conforme os códigos sanitários e as normas do SUS e a ética profissional;

VI - a instituição de quaisquer novos serviços públicos de saúde, deverá ser discutida e aprovada no âmbito do SUS e do Conselho Municipal de Saúde, levando-se em consideração a demanda, cobertura, distribuição geográfica, grau de complexidade e articulação do sistema.

Art. 171 - São competência do Município, exercidas pela Secretaria de Saúde:

I - comando do SUS no âmbito do Município, em articulação com a Secretaria Estadual de Saúde;

II - garantir aos profissionais de saúde, planos de carreira, isonomia salarial, admissão através de concursos, incentivo à dedicação exclusiva e tempo integral. capacitação é reciclagem permanentes, condições adequadas de trabalho para execução de suas atividades em todos os níveis;

III - a assistência à saúde;

IV - a elaboração e a atualização de proposta orçamentária do SUS para o Município;

V - a elaboração e atualização periádica do plano municipal de saúde, em termos de prioridades e estratégias municipais, em consonância com o plano estadual de saúde e de acordo com as diretrizes do Conselho Municipal de Saúde;

VI - a proposição de projetos de leis municipais junto com o Conselho Municipal de Saúde, que contribuam para a viabilização do SUS no Município;

VII - a administração do Fundo Municipal de Saúde;

VIII - a compatibilização e complementação de normas técnicas do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde, de acordo com a realidade municipal e com as diretrizes do Conselho Municipal de Saúde;

IX - o Planejamento e execução de ações de controle das condições e ambientes de trabalho e problemas de saúde com eles relacionados

X - a administração e execução de ações de seus serviços de saúde, de abrangência municipal ou intermunicipal;

XI - a formalização e implementação da política de recursos humanos na esfera municipal, de acordo com as políticas nacional e estadual de desenvolvimento de recursos humanos para a saúde;

XII - a implementação do sistema de informação de saúde de âmbito municipal;

XIII - o acompanhamento, avaliação e divulgação dos indicadores de morbimortalidade no âmbito do Município;

XIV - o planejamento e execução de ações de vigilância sanitária e epidemiológica e de saúde do trabalhador no âmbito do Município;

XV - o planejamento e execução de ações de controle do meio ambiente e de saneamento básico no âmbito do Município, em articulação com os demais governamentais

XVI - a normatização e execução, no âmbito do Município, da política nacional de insumos e equipamentos para a saúde;

XVII - a execução, no âmbito do Município, dos programas e projetos estratégicos para o enfrentamento das prioridades nacionais, estaduais e municipais, assim como situações emergênciais;

XVIII - a complementação das normas referentes ás relações com o setor privado e a celebração de contratos com serviços privados de abrangência e municipal:

XIX - a celebração de consórcios intermunicipais para a formação do Sistema de Saúde, quando houver indicação técnica, consenso das partes e parecer favorável do Conselho Municipal de Saúde;

XX - a integração nas ações de promoção da saúde com outros serviços públicos essenciais do Município, de acordo com o Conselho Municipal de Saúde

XXI - a organização de Distritos Sanitários com alocação de recursos técnicos e práticos de saúde adequadas á realidade epidemiológica, cujos limites constarão de plano diretor do Município e serão fixados segundo os seguintes critérios:

c) resolutividade dos serviços à disposição da população.

XXII - responsabilizar-se pelas ações de saúde de caráter coletivo através de controle, fiscalização e comercialização de alimentos, destino de dejetos das construções e abate de animais.

Art. 172 - O gerenciamento do Sistema Municipal de Saúde deve seguir critérios de compromisso com o caráter público dos serviços e da eficácia de seu desempenho, compreendendo

I - a avaliação que será feita pela Assembléia Municipal de Saúde e pelo Conselho Municipal de Saúde;

II - a proibição para as pessoas que assumirem papéis diretivos no SUS, de serem proprietários, sócios ou consultores do setor privado e conveniado.


SEÇÃO III
DA ASSISTÊNCIA SOCIAL


Art. 173 - O Município executará na sua circunscrição territorial, com recursos da seguridade social, consoante normas gerais federais, os programa de ação governamental na área de assistência social, destinando, quando da elaboração do orçamento, um percentual para a concessão de alimentos às pessoas comprovadamente carentes.

§ 1º - As entidades beneficientes e de assistência social sediadas no Município poderão integrar os programas referidos no caput deste artigo.

§ 2º - A comunidade, por meios de suas organizações representativas o participará na formação das políticas e no controle das ações em todos os níveis.

§ 3º - O Município concederá, anualmente, de acordo com sua disponibilidade, uma ajuda de custos á pessoas totalmente incapazes e que vivam em estado de pobreza absoluta.

Art. 174 - A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente do pagamento de qualquer contribuição, e tem por objetivo

I - a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e á velhice

II - a construção de creches destinadas às crianças carentes;

III - a promoção da integração ao mercado de trabalho, inclusive do adolescente carente e da pessoa portadora de deficiência

IV - a promoção da integração à vida comunitária da criança `do adolescente carente, do idoso e da pessoa portadora de deficiência.


CAPITULO II
DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA, DO DESPORTO E DO LAZER E DO MEIO AMBIENTE

SEÇÃO I
DA EDUCAÇÃO


Art. 175 - A Educação, direito de todos e dever do Estado, do Município e da família será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, sua capacidade de elaboração e reflexão crítica da realidade, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, respeitados as diferenças culturais da sociedade.

Art. 176 - O ensino religioso interconfessional, de matricula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

Art. 177 - Os direitos e deveres individuais e coletivos, a prevenção quanto ao uso da droga, a educação sexual e ambiental e disciplina de trânsito, constituirão obrigatoriamente, preleções a serem difundidas junto às matérias prioritárias dos currículos escolares do ensino fundamental.

Parágrafo Único - A educação e disciplina de trânsito, constituirá matéria autónoma e obrigatória do currículo do ensino fundamental.

Art. 178 - O ensino será ministrado em obediência aos princípios estabelecidos no Art. 206 da Constituição Federal e no Art. 170 da Constituição Estadual e aos seguintes:

I - garantia de eleição direta para as funções de direção das instituições públicas municipais de ensino fundamental, Pré-Escolar, médio e superior, com a participação de todos os seguimentos de sua comunidade escolar, esgotando-se o processo de escolha ao âmbito da instituição;

II - constituição do Conselho Municipal de Educação responsável pela avaliação e encaminhamento de questões fundamentais da Educação Municipal e pela autorização e fiscalização do funcionamento das unidades escolares que ministrem o ensino pré-escolar e os ensinos fundamentais e médios.

§ 1º - A Representatividade do Conselho municipal de Educação deverá ser de forma parietária, com a seguinte composição

I - um representante do Poder Executivo

II - um representante do Poder Legislativo:

III - um representantes das comunidades científicas, entidades da sociedade civil representativas de alunos, pais de alunos, sindicatos e associações profissionais de ensino público e privado na forma da lei

IV - o representante do Poder Executivo citado no inciso 1, deverá ser habilitado no magistério e engajado na educação do Município.

§ 2º - os representantes das entidades citadas no inciso III serão indicados por eleição nas suas respectivas categorias.

Art. 179 - Compete ainda ao Conselho Municipal de Educação

I - acrescentar outros conteúdos para o ensino obrigatório compatíveis com as peculiaridades locais, além dos mínimos fixados a nível nacional;

II - formalizar, anualmente, proposta da política de aplicação dos recursos da educação conforme estabelece a Constituição Estadual;

III - emitir parecer técnico quando da realização de qualquer ato legal pelo Município que vive á absorção de encargos educacionais de outras instituições públicas ou privadas;

IV - avaliar bimestralmente a prestação de contas do Município referente a aplicação dos recursos da educação:

V - formular e planejar a política da educação do Município:

VI - assegurar efetiva participação em todos os níveis dos profissionais do magistério, dos alunos, dos pais ou responsáveis, na gestão administrativo-pedagógica das escolas estaduais, municipais, conveniadas e privadas e comunitárias.

Art. 180 - O Município aplicará, anualmente, no mínimo 25% (vinte e cinco por cento) da receita resultante de impostos, compreendida a resultante de transferência, na manutenção e desenvolvimento do ensino.

Parágrafo Único - O Município aplicará um percentual dos recursos públicos destinado à educação para cobrir a despesa com transporte escolar.

Art. 181 - Os programas suplementares de alimentação, assistência à saúde, cultura, lazer e desporto, serão financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros recursos financeiros.

Art. 182 - O Município cuidará da extinção progressiva das classes multisseriadas, através de planejamento educacional implantado pelo Município, dentro das necessidades reais.

Art. 183 - O Município estimulará e apoiará diretamente, com recursos humanos e financeiros, definidos em lei, as iniciativas das escolas comunitárias já existentes no Município.

Art. 184 - Equiparam-se à escolas públicas municipais as Escolas Famílias Agrícolas do MEPES - Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo, desde que atendidas as exigências previstas em lei.

Art. 185 - O Poder Executivo Municipal, no prazo de 120 (cento e vinte) dias, encaminhará à Câmara dos Vereadores, projeto de lei contendo o Plano de Carreira do Magistério Público Municipal.

Art. 187 - O Município promoverá o recenseamento escolar e desenvolverá, no âmbito da escola, da família e da comunidade, instrumentos para garantir a frequência, e efetiva permanência do educando na escola e o acompanhamento do seu aprendizado.

Art. 188- Ao Município incumbe participar:

I - da garantia de educação especial, até a idade de dezoito anos, em classes especiais, para a pessoa portadora de deficiência que efetivamente não possa acompanhar as classes regulares;

II - da garantia de unidades escolares equipadas e aparelhadas para a integração do aluno portador de deficiência, na rede regular de ensino III - da criação de programas de educação especial em unidades hospitalares e congêneres da internação, de educando portador de doença ou deficiência, por prazo igual ou superior a um ano;

IV - da manutenção e conservação dos estabelecimentos públicos.

V - Da garantia de educação e disciplina de trânsito, sendo obrigatório o ministério destas disciplinas no ensino fundamental.

§ 1º - O Município aplicará na educação especial, destinada à pessoa portadora de deficiência, percentual dos recursos disponíveis para a educação.

§ 2º - Para execução de aulas de educação de trânsito, o Município dotará as escolas de placas de sinalização e faixas, nos moldes das adotadas oficialmente a nível nacional, observando-se a legislação Federal pertinente.


SEÇÃO II
DA CULTURA


Art. 189 - O Município apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.

Art. 190 - Ficam sob a proteção do Município os conjuntos e sítios de valores histórico paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico tombados pelo Poder Público Municipal.

Art. 191 - O Município promoverá o levantamento e a divulgação das manifestações culturais da memória da cidade realizará concursos, exposições e publicações para sua divulgação.

Parágrafo Único - É livre a consulta aos arquivos da documentação oficial do Município.


SEÇÃO III
DO DESPORTO E DO LAZER


Art. 192 - O Município fomentará as práticas desportivas formais e não formais, dando prioridade aos alunos de sua rede de ensino, mas garantindo a todos o pleno exercício dos direitos ás práticas desportivas e lazer.

Art. 193 - O Município incentivará o lazer como forma de promoção social.

Art. 194 - As empresas sediadas no município que apoiarem e incentivarem o desporto amador, terão benefícios a serem fixados por lei.

Art. 195 - O Poder Público Municipal estabelecerá na orla marítima, áreas especificas para a prática de esporte e lazer, assim como para a implantação de barracas de "camping".

Art. 196 - O Município implantará áreas de esporte e lazer em toda as comunidades, ou onde for necessário, cujas normas de execução serão fixadas por lei.

Art. 197 - O Poder Executivo Municipal atuará junto aos estabelecimentos de ensino com o objetivo de incentivar a prática desportiva, promovendo:

I - atividades e eventos que estimulem a formação de uma consciência desportiva;

II - cursos periódicos na sede e nas comunidades com objetivo de formação e reciclagem nas diversas atividades desportivas,

Art. 198 - Na elaboração do orçamento anual do Município, deverá constar um percentual destinado as atividades esportivas, que terá de ser gasto comprovadamente.


SEÇÃO IV
DO MEIO AMBIENTE


Art. 199 - Todos têm direito ao meio ambiente saudável e ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial á boa qualidade da vida, impondo-lhe ao Poder Público e à comunidade o dever de defendê-lo, conservá-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

§ 1º - Para assegurar a efetividade desses direitos, incumbe ao Município:

I - manter os ecossistemas e os processos ecológicos essenciais ao funcionamento da biosfera, preservar a diversidade biológica e observar o principio da produtividade ótima sustentável, ao utilizarem os ecossistemas e recursos naturais vivos;

II - estabelecer padrões adequados de proteção ambiental monitorando as alterações do meio ambiente e divulgando dados pertinentes a sua qualidade e ao uso dos recursos;

III - efetuar avaliações ambientais prévias das atividades propostas que possam afetar significativamente o meio ambiente ou o aproveitamento de um recurso natural;

IV - informar em tempo hábil todas as pessoas que, possam ser afetadas significativamente por uma atividade planejada e garantir-lhes acesso equitativo a ações administrativas e judiciais, até final decisão em última instância;

V - garantir que a conservação ambiental seja considerada parte integrante do planejamento da implementação de programas de desenvolvimento;

VI - cooperar mutuamente com os outros municípios na implantação dos direitos e obrigações precedentes;

VII - tomar todas as medidas de precaução razoáveis para limitar os riscos ao exercerem ou autorizarem certas atividades perigosas, mas benéficas, garantindo a devida indenização e proporcional no caso de ocorrerem danos consideráveis além fronteiras, mesmo que se desconhecesse a periculosidade das atividades á época em que foram iniciadas;

VIII - fornecer informações oportunas e pertinentes aos demais municípios interessados, acerca dos Recursos Naturais e das interferências ambientais além fronteiras:

IX - elaborar planos de contingência para situações de emergência capazes de causar interferências ambientais e além fronteiras, alertando imediatamente aos Municípios interessados, prestando-lhes as informações necessárias e cooperando com eles em tais situações;

X - proporcionar acesso e tratamento equânime em ações judiciais e administrativas a todas as pessoas que forem ou que possam ser afetadas por interferência no aproveitamento do Meio Ambiente ou de recurso natural;

Xl - conscientizar o produtor rural do Município a manter maior afastamento das margens das estradas e rios usando a área resultante somente com o plantio de árvores frutíferas;

XII - não permitir o plantio de eucalipto em terras de baixadas próprias para outras explorações agrícolas;

XIII - criar parque florestais municipais;

XIV - normalizar, em conjunto com os municípios limítrofes o uso e aplicação de agrotóxico, a fim de preservar a bacia hídrica, proibindo o seu uso ás margens e leitos dos lagos, córregos, rios e nascentes, a partir da distância de três metros dos mesmos

XV - proibir qualquer atividade que viole uma obrigação constitucional ou internacional acerca do meio ambiente, indenizando ou mandando indenizar os danos causados ou reparando por outra forma o mau causado quando possível for.

§ 2º - Toda e qualquer obra de construção, e para abertura de estradas no Município, que margear, ficar a uma distância de até 50 (cinquenta) metros de lagos, lagoas, rios, praias nascentes ou qualquer fluxo d`água natural, deverá ser objeto de apreciação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente ou aquela que lhe fizer as vezes, na forma da normas abaixo:

I - A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, analisará o Projeto, para verificar sua adequação às normas ambientais:

II - Sendo notada qualquer irregularidade, será apontada mediante parecer escrito da Secretaria de Meio Ambiente, sustando a expedição de alvará para a obra, sendo conclusivo neste ponto, pautando a negativa do alvará pela Secretaria de abrasou a responsável para tanto;

III - A Secretário de Meio Ambiente ou o funcionário incumbido da análise do projeto, que deixar de reportar as irregularidades do inciso anterior, incidirá em falta funcional gravíssima, além das demais sanções civis e criminais cabíveis.

Art. 200 - Considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente causado por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que direta ou indiretamente afetem:

I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população;

II - a biose;

III - as atividades sociais e econõmicas;

IV - as condições estéticas e sanitárias do Meio Ambiente

V - a qualidade dos recursos ambientais.

Art. 201 - O Município deve manter formas de fiscalização efetiva para ações de embargo, autuações, multas, ou outras que se façam necessárias, para a proteção do Meio Ambiente, assim como promover medidas judiciais e administrativas de responsabilidade dos causadores de poluição ou degradação ambiental e autoridades omissas.

Art. 202 - O Município deve apoiar órgãos municipais e comunitários, em trabalhos que visem o desenvolvimento científico e tecnológico voltados para a recuperação ambiental e uso adequado do meio ambiente.

Art. 203 - Para licenciamento no Município de atividades que utilizem produtos florestais como combustíveis e matéria prima, é obrigatória a comprovação de disponibilidade de suprimentos desses produtos, de maneira a não comprometer os remanescentes de floresta nativa do Município.

Art. 204 - Fica proibido no território municipal o lançamento e armazenamento de qualquer produto químico e resíduos industriais que venham a poluir o Meio Ambiente,

Art. 205 - O Município estabelecerá como objetivo prioritário básico a criação de condições para formar uma consciência ecológica que possibilite a participação dos munícipes na defesa de seus direitos quanto à qualidade de vida, efetivando para isso

I - a elaboração de cadernos educativos sobre o Meio Ambiente, onde serão enfocados os problemas específicos das comunidades;

II - a promoção de atividades e eventos que estimulem a conscientização ecológica.

Art. 206 - O Município delimitará áreas apropriadas, sem prejuízo ao Meio Ambiente, para o depósito de Lixo urbano e estabelecerá planos e programas para a coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos urbanos, com ênfase aos processos que envolvam a reciclagem, sendo proibido o mesmo em áreas públicas.

Art. 207 - É obrigatório, na forma da lei, a apresentação negativa de débito relativa a infração ambiental, expedida pelo órgão público municipal, no ato de transcrição imobiliária.

Art. 208 - Fica declarada área de Proteção Ambiental a orla marítima de todas as praias deste Município.

Art. 209 - Não será permitida a implantação de projetos industriais ou qualquer tipo de construção de caráter permanente com finalidade para o exercício de atividades comerciais, na orla marítima do Município.

Art. 210 - Não será permitido o bloqueio do acesso às praias do Município, cabendo ao órgão competente a liberação imediata do mesmo.

Art. 211 - O Município estabelecerá gabaritos para construções imobiliárias de forma a preservar a circulação de ar em áreas urbanas.

Art. 212- O Município realizará educação sanitária através de material informativo de técnicas apropriadas na construção de fossas, destinos de dejetos e outros problemas específicos das construções.

Art. 213- O Município estimulará a participação de pessoas ou grupos voluntários organizados da sociedade civil, dando poderes de fiscalização nas áreas de preservação do Meio Ambiente, com apoio dos órgãos responsáveis pelo Meio Ambiente.

Art. 214 - O Município adotará medidas para que sejam respeitados, em áreas residenciais, os padrões intemacionais de poluição sonora comercial, industrial e residencial, quanto ao índice e o horário de funcionamento, cabendo ao poder público a fiscalização e execução de medidas punitivas.

Art. 216 - O Município deve incentivar os proprietários urbanos e rurais na preservação dos recursos naturais com benefícios a serem fixados em lei.

Art. 216 - Os criadores de animais devem ser cadastrados, registrados e fiscalizados pelo Poder Público.

Art. 217 - São patrimônio natural e paisagístico do Município

I - O Rio Benevente;

II - As praias e os manguezais;

III - As lagoas de Mãe-Bá, Ubú e lcaraí

IV - A bacia hidrográfica que compõe o Município;

V - O Monte Urubu.

Parágrafo Único - As unidades referidas nos incisos anteriores são consideradas patrimónios natural e paisagístico do Município, e não poderão sofrer qualquer tipo de destruição ou descaracterização, ficando assegurada Sua preservação.

Art. 218 - Fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de a acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei, aquele que explorar recursos minerais, inclusive extração de areia, cascalho ou pedreiras.

Parágrafo Único - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente, sujeitarão os infratores às sanções administrativas e penais, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.


SEÇÃO V
DA FAMILIA, INFÂNCIA E JUVENTUDE


Art. 219 - A família, base da sociedade, terá a proteção especial do Poder Público.

Art. 220 - O Poder Público Municipal tem o dever de amparara criança, o adolescente, o portador de deficiência e o idoso, e de assegurar-lhes, nos limites de sua competência, os direitos garantidos pelas Constituições Federal e Estadual e por esta Lei.

Art. 221 - Compete ao Município, com a assistência técnica e financeira do Estado e da União

I - promover programas de assistência integral á saúde da criança, do adolescente e da gestante;

II - criar programas de atendimento especializado para os portadores de deficiência, bem como de sua integração social, mediante treinamento para o Trabalho e a facilitarão de acesso aos bens e serviços coletivos:

III - estimular o acolhimento da criança ou adolescente, órfãos abandonados, sob forma de guarda, através de assistência jurídica, incentivos fiscais e subsídios, nos termos da lei

IV - criar programas de prevenção e atendimento especializado à criança e ao adolescente dependente de drogas;

V - amparar pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes direito à vida;

VI - apoiar e incentivar, técnica e financeiramente, nos termos da lei, as entidades beneficientes e de assistência social que tenham por finalidade a criança, ao adolescente, à pessoa idosa e ao portador de deficiência.

Art. 222 - O Município aplicará um percentual dos recursos públicos destinados à saúde, na assistência materno-infantil.

Art. 223 - A concessão e a permissão de serviço de transporte coletivo, somente serão deferidas pelo Poder Público Municipal, a empresas cujos veículos sejam adaptados ao livre acesso de pessoa portadora de deficiência, conforme dispuser a lei.


CAPITULO III
DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS


Art. 224 - As contas dos Poderes Legislativo e Executivo ficarão durante sessenta dias, anualmente, disposição dos contribuintes, para exame e apreciação, a partir da sua remessa ao Tribunal de Contas do Estado, podendo qualquer cidadão, nos termos da lei, questionar-lhes a legitimidade.

Art. 225 - O Município, no prazo dei 80 (cento e oitenta) dias, revisará todas as concessões de serviço público municipal que foram concedidas anulando aquelas que não cumprem a sua finalidade social.

Art. 226 - O Município criará o Serviço de Assistência Jurídica às pessoas carentes, com atribuições também de assistência jurídica aos assuntos relacionados com Meio Ambiente.

Art. 227 - O tempo de serviço militar obrigatório será computado para efeitos de aposentadoria e disponibilidade.

Art. 228 - É assegurada, na forma dos prazos previstos em lei, a participação de entidades representativas da sociedade civil de Âmbito municipal, nos estudos para a elaboração do projeto de lei de diretrizes orçamentarias,

Art. 229 - Não havendo sido fixadas as remunerações do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, não poderá, sobqualquer pretexto ou condição, a Câmara atual fixá-las, para vigorar na legislatura em curso,

Art. 230 - As empresas municipais da área de comunicação propiciarão espaços para divulgação de programas educativos de interesse social, na forma que dispuser a lei,

Art. 231 - Dentro de cento e oitenta dias, proceder-se-á a revisão dos direitos dos servidores públicos municipais inativos e pensionistas e a atualização dos proventos e pensões a eles devidos, a fim de ajustá-los ao disposto nesta Lei.

Art. 232 - O Município de Anchieta seguirá, para efeito da segurança das pessoas e seus bens contra incêndio e pânico, as especificações contidas na Lei Estadual n 3.218/78, regulamentada pelo Decreto nº 2.125-N/85.

Art. 233 - Fica o Poder Executivo Municipal autorizado a celebrar convénio com o Estado do Espirito Santo, para atender aos interesses municipais no que diz respeito à segurança contra incêndio e pânico.

Art. 234 - Fica o Poder Executivo Municipal autorizado a criar um serviço de segurança contra incêndio no município.

Art. 235 - O atual Distrito de lriritiba passa a se denominar Distrito de Alto Pongal. com sede na vila de Alto Pongal.

Art. 236 - A Lei criará o Conselho de Desenvolvimento Rural, da Pesca e do Meio Ambiente, formado de 3 (três) subcomissões ) Desenvolvimento Rural, da Pesca e do Meio Ambiente), no prazo de 120 dias, para auxiliar o Poder Público na implementação da políticas rural, da pesca e do meio ambiente, tendo dentre outras atribuições, avaliar, analisar, programar, acompanhar e Licenciar obras e atividades, sendo o Conselho formado paritariamente por órgãos públicos, representantes da sociedade civil, grupos e associações.

Art. 237 - Serão criados por Lei, no prazo de 120 (cento e vinte) dias: O Conselho Municipal de Esportes e Lazer e o Conselho Municipal de Segurança,

§ 1º - O Conselho Municipal de Esporte e Lazer auxiliará o Poder Público na implantação de política desportiva e de lazer, sendo composto de forma paritária, compreendendo representantes de órgãos públicos e representantes da sociedade civil, oriundos de grupos ligados ao Esporte e Lazer.

§ 2º - O Conselho Municipal de Segurança apoiará o Poder Público na implantação de política de prevenção à prática de atos delituosos e atentatórios ao patrimônio público e, complementando e suprindo, dentro da competência municipal, a atuação das autoridades Estaduais e Federais.

§ 3º - O Conselho Municipal de Segurança será composto paritariamente por membros do Poder Público e por representantes da sociedade civil

Art. 238 - O Município, no prazo de 90 (noventa) dias, regulamentará, através de lei, os princípios gerais aprovados na presente Lei Orgânica, elaborando normas rígidas de preservação e restauração do Meio Ambiente

Art. 239 - O poder Municipal autorizará o funcionamento de estabelecimentos comerciais em caráter precário a serem localizados em pontos estratégicos da orla marítima do município de Anchieta, mediante a concessão de licença, renovada anualmente, respeitando o direito daqueles que já vem exercendo tais atividades.

Parágrafo Único - As atividades mencionadas neste artigo deverão obedecer às posturas municipais e as normas referentes ao meio ambiente.

Art. 240 - Até a promulgação da Lei Complementar referida nesta Lei Orgânica, é vedado ao Município despender com pessoal, mais do que sessenta por cento do valor da receita corrente, limite a ser alcançado no máximo, em cinco anos, à razão de um quinto por ano.

Art. 241 - Será implantada nas escolas municipais uma política de educação para a segurança no trânsito.

Parágrafo Único - As noções de trânsito para a implantação da política educacional prevista neste artigo, serão desenvolvidas conforme divulgação o Ministério da Educação e de acordo com o programa estabelecido pelo; departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN.

Art. 242 - Fica instituída no Município a Semana Municipal de Trânsito, que será obrigatoriamente comemorada no período de 18 a 25 de setembro, anualmente.

§ 1º - A comemoração da Semana Municipal do Trânsito, que será realizada e acordo com as diretrizes básicas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN - na resolução n0 420/69.

§ 2º - Para cumprimento no disposto neste artigo, o Município poderá solicitar colaboração do Departamento Estadual de Trânsito - DETRAN/ES - , naturalidade de órgão executivo do Sistema Nacional de Trânsito no Território do Estado.

Art. 243 - Até a entrada em vigor da Lei Complementar Estadual, referida no art. 133, § 5º, desta Lei, o projeto de lei do plano plurianual, para vigência até o final do mandato em curso do Prefeito, e os projetos de lei das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual, serão encaminhados à Câmara Municipal até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvidos para sanssão até o encerramento da sessão legislativa.

Art. 244 - Fica denominado "Dia do Município" e, consequentemente feriado municipal, a data de 9 de junho, aniversário da morte do Beato José de Anchieta.

Anchieta, 05 de abril de 1990.

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